Prefeitos de 15 cidades de pediram a implantação de um novo Dsei (Distrito Sanitário Especial Indígena) no Estado. Eles participaram de encontro com a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, nesta quarta-feira (15).

A ministra veio ao Estado na Comitiva ‘Participa Parentes’, com autoridades da (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) e do Ministério da Saúde. Ela lembrou que os prefeitos presentes possuem população indígena nos municípios.

“A ideia é a gente aproximar essa relação para a gente pensar a implementação de políticas públicas dentro dos territórios indígenas”, destacou. O presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), Valdir Júnior, destacou três reivindicações dos prefeitos.

“Nós pedimos foi o apoio do Ministério junto ao Dsei, também a criação de um novo Dsei para poder atender a outra região do nosso estado. Nós temos aqui a terceira maior população, nós temos apenas um polo para atender toda essa população”, justificou o pedido.

Ele também lembrou da falta de água nas aldeias em Dourados. “Uma dessas reivindicações é exatamente a rede de água potável, é notório o crescimento que essa comunidade indígena teve e essa falta de água vem assolando em todos esses municípios”, disse o presidente.

Ao todo, 15 municípios participaram da reunião. São eles: Antônio João, Bela Vista, Aquidauana, Amambai, Dourados, Dois Irmãos do Buriti, Guia Lopes da Laguna, Japorã, Miranda, Nioaque, Paranhos, Ponta Porã, Porto Murtinho, e Tacuru.

Por fim, disse que os prefeitos estão preocupados com os processos demarcatórios paralisados. “Prefeitos e prefeitas, nós não temos autonomia de tomar a decisão sobre a demarcação da área indígena, mas pedimos a pacificação junto ao Ministério, levantamos algumas informações aqui que é preocupante para todos, então pedimos essa pacificação”, afirmou.

Conselhos

A ministra também lembrou que veio para MS para participar da do Conselho Terena. “”É um momento também que nós estamos fazendo, acompanhando as escolhas dos representantes do Conselho Nacional de Política Indigenista, que é o CNPI. É um conselho que foi re-instalado agora, foi criado em 2015 e foi suspenso nesses últimos seis anos”.

Ela destacou que o programa foi lançado novamente com o governo Lula. “Estamos nesse momento agora dessa escuta e dessa escolha dos representantes da participação deste conselho, que é um conselho paritário entre sociedade civil, representações indígenas de todos os estados e órgãos, ministérios e órgãos do governo federal”, finalizou.