O presidente estadual do PPS, Athayde Nery, declarou na manhã deste sábado (30), durante encontro do partido em Campo Grande, que caminha junto com o senador Delcídio do Amaral (PT) e o deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB) na construção de um projeto de governo para Mato Grosso do Sul em 2014.

Athayde avalia que a possibilidade de aliança entre as siglas é grande e, por isso, o foco tem sido um projeto de governo que atenda o clamor da população, que foi a rua em junho e mostrou que deseja participar mais efetivamente das administrações.

“Um Estado não pode ter como grande obra um aquário. Eu prefiro um aquário natural. Os cientistas do mundo inteiro vão ficar muito agradecidos. Mas, os peixes, eu já não sei. Não sei se esta deveria ser a principal obra de um governo. Temos a questão educacional, saúde, os municípios que estão sucateados”, avaliou.

Athayde entende que é preciso fazer um planejamento maior e pensar em projetos que garantam um desenvolvimento maior do Estado. “Ninguém como asfalto também. Não se aprende nada andando por estradas. É preciso fazer, por exemplo, uma revolução na educação. O Estado já foi, em sua criação, em 1972, o mais promissor do Centro Oeste e hoje perde para Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal. Mato Grosso do Sul tem hoje o menor PIB e nasceu como um estado pujante”, criticou.

Na avaliação do presidente do PPS, o grupo adversário, liderado por Nelsinho Trad (PMDB), terá mais dificuldade na hora de falar com o eleitor, já que não representa mudança. “A mudança não pode parar só em Campo Grande. O Nelsinho é a continuidade e há um cansaço natural, que não é culpa dele e do André”, concluiu.