Preso por suposto envolvimento no sumiço de ‘Alma’ trabalha com revenda de peças do irmão

Polícia investiga se rapaz teria ligação com carros do garagista encontrados para desmanche
| 22/02/2022
- 15:06
Preso por suposto envolvimento no sumiço de ‘Alma’ trabalha com revenda de peças do irmão
Advogados de defesa irão tentar a revogação da prisão do rapaz (Henrique Arakaki, Midiam

O rapaz de 19 anos, preso na manhã desta terça-feira (22), no bairro Santo Antônio, em Campo Grande, trabalhava na garagem de venda e revenda de peças do irmão, localizada na Avenida Gunter Hans. Ele é suspeito de envolvimento no desaparecimento do garagista, Carlos Reis Medeiros, conhecido como ‘Alma’.

Segundo os advogados, Cairo Frazão e Amilton Ferreira, nada foi encontrado na garagem onde o rapaz trabalhava como atendente. Ainda segundo os advogados, todas as peças e carros que estavam no local tinham nota fiscal. 

Os advogados devem entrar com pedido de revogação da prisão do rapaz. Segundo as investigações comandadas pela DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio), há indícios de que o rapaz esteja envolvido no desaparecimento de ‘Alma’. Foi cumprido um mandado de prisão temporária contra ele e mais 11 mandados de busca e apreensão em vários bairros da Capital.

Na época do desaparecimento, um vídeo chegou a ser divulgado, em que o garagista foi visto pela última vez conversando com um homem.  Em dezembro de 2021, um suspeito chegou a ser detido pelo desaparecimento de ‘Alma’. O homem revelou, na época, que devia R$ 3 mil para a vítima. Além dele, outro suspeito estaria devendo aproximadamente R$ 5 mil, mas eles alegaram que não tinham envolvimento com o sumiço de Carlos.

Durante o depoimento, o homem confessou que conhecia Carlos e alegou que ele era um agiota forte em Campo Grande. Ele ainda revelou que tinha uma dívida de R$ 3 mil com Carlos, mas que o valor seria irrisório, comparado a outros empréstimos que a vítima fazia. Ainda segundo o suspeito, o colega que estava no carro na abordagem também devia a Carlos, aproximadamente R$ 5 mil.

No entanto, tanto ele quanto o outro ocupante do veículo, que não foram presos por não terem nada ilícito contra eles, trabalhavam nas vendas dos carros de Carlos. Assim, eles estariam ‘perdendo dinheiro’ com o desaparecimento, já que ganhavam comissão na revenda dos veículos do garagista. 

Carros em desmanche

No dia 1º de dezembro, 10 carros foram encontrados em um desmanche, na Travessa Pompeu, região do Jardim Centro Oeste, em Campo Grande. Quatro pessoas flagradas no desmanche entraram em contradições. No local, eles chegaram a dizer que compraram os carros por R$ 15 mil em um site de vendas.

Desaparecimento de Carlos

A esposa do garagista procurou delegacia em Campo Grande, na noite do dia 30 de novembro de 2021, após o marido desaparecer ao sair para trabalhar. A caminhonete dele foi encontrada em um depósito.

Informações da ocorrência são de que o comerciante saiu com sua caminhonete S-10 por volta das 8 horas da manhã da terça (30) para resolver problemas do trabalho. A esposa tentou contato com o marido pelo telefone sem sucesso. 

Na época, ela contou que, recentemente, Carlos mudou os veículos de local. Os carros estavam na e foram levados para um terreno na rua Babilônia, na lateral do Asilo Dom Bosco, no Bairro Tiradentes, ao lado de uma igreja. 

No início da noite de terça, a esposa e os filhos de Carlos estiveram na garagem e visualizaram um guincho recolhendo dois veículos. O motorista do guincho, perguntado sobre a vítima, teria informado que o garagista estaria na região da Avenida Bandeirantes. 

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