Marcado júri para filho de Clarice que matou e esquartejou chargista em Campo Grande

Após matar a facadas e esquartejar Marco Antônio, Clarice limpou os respingos de sangue porque tinha cliente para atender
| 04/05/2022
- 11:02
Marcado júri para filho de Clarice que matou e esquartejou chargista em Campo Grande
(Leonardo França, Midiamax)

Foi marcado o júri para João Victor, filho da massagista Clarice Silvestre, acusada de matar e esquartejar o chargista Marco Antônio Borges, de 54 anos. João ajudou a mãe a cortar em pedaços o corpo de Marco e colocá-los em malas. 

João Victor vai a julgamento no dia 6 de junho às 8 horas, no Tribunal do Júri, em Campo Grande. Ele foi intimado no Diário da Justiça desta quarta-feira (4), após não ser localizado. O júri de Clarice ainda não foi marcado. O crime aconteceu em novembro de 2020.

Marco Antônio foi assassinado a facadas na de Clarice após uma sessão de massagem. Foram várias facadas e mais 10 minutos agonizando no chão embaixo da escada até a sua morte, depois o corpo foi esquartejado e colocado dentro de uma mala. 

O chargista foi empurrado por Clarice escada abaixo e depois esfaqueado. A massagista após cometer o crime ligou para o filho pedindo ajuda. O pedreiro foi até a casa da mãe e lá a ajudou a esquartejar Marco, colocando-o em malas. Logos após, eles chamaram uma motorista de aplicativo para desovar o corpo em outra parte da cidade.

Após desovar o corpo, Clarice fugiu para São Gabriel do Oeste, onde acabou presa. Após a prisão, ela confessou que agiu por ódio vingativo e ciúmes da vítima porque queria que o relacionamento fosse oficializado. Clarice foi denunciada por homicídio triplamente qualificado, por meio cruel, motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, além da destruição e ocultação de cadáver. O filho foi denunciado pela destruição e ocultação de cadáver.

‘Limpei o sangue porque tinha clientes’

Em um trecho de seu depoimento ao delegado Carlos Delano, titular da DEH (Delegacia Especializada de Homicídios), Clarice se mostra mais preocupada em limpar o sangue da vítima, que havia sujado a sua casa, do que com o crime que havia acabado de cometer. Quando o delegado questiona Clarice sobre as facadas, ela responde que deixou Marco gemendo e foi ver a parede que tinha sujado de sangue: “Espirrou sangue na minha parede, aí eu peguei e cobri ele com lençol, aí fui limpar minha parede porque tinha um cliente aquele dia”.

O delegado ainda perguntou se quando ela limpava a parede, o chargista ainda respirava, e Clarice disse que sim, mas que estava quietinho. Em outro trecho, o filho de Clarice, João Victor Silvestre de Azevedo, fala que enquanto cortava as partes do corpo do chargista, sua mãe estava limpando o carpete, o chão e as paredes onde havia espirrado sangue.

Em nenhum trecho do depoimento, a massagista se mostrou arrependida, apenas tentando afirmar que empurrou e matou Marco porque ele deu dois tapas nela. Assim, levada por um momento de fúria foi até a cozinha e com uma desferiu os golpes no chargista, que estava nu quando foi atacado.

O assassinato

Na manhã de 21 de novembro de 2020, Clarice matou Marcos na casa, no Bairro São Francisco. Com a ajuda do filho João Victor, ainda destruiu e ocultou o cadáver da vítima.

O relato na denúncia é de que Marcos era cliente da massagista Clarice e mantinha um relacionamento amoroso com ela. No entanto, ele não queria assumir a relação oficialmente, o que incomodava Clarice. No dia do crime, eles combinaram uma massagem e a vítima foi até a casa da autora.

Após a massagem, Marcos foi tomar banho na parte de cima da casa de Clarice. Ao sair, os dois começaram a discutir sobre o relacionamento e Clarice empurrou a vítima da escada. Em seguida, esfaqueou o chargista, o atingindo nas costas e no tórax. A denúncia aponta que Marcos permaneceu agonizando no local e Clarice colocou um lençol sobre o corpo dele.

Ela saiu para comprar sacos de lixo, já com a intenção de ocultar o cadáver da vítima e ligou para o filho. O rapaz foi até a casa da mãe e os dois cortaram o corpo de Marcos em várias partes, lavaram e colocaram em sacos e depois em malas de viagem. Mãe e filho levaram o corpo da vítima até o Jardim Tarumã, após pedirem corrida por um aplicativo.

Eles esconderam as malas, esperaram até a madrugada e atearam fogo. Clarice saiu da cidade e só foi presa em São Gabriel do Oeste. Após a prisão, ela confessou que agiu por ódio vingativo e ciúmes da vítima porque queria que o relacionamento fosse oficializado.

Clarice foi denunciada por homicídio triplamente qualificado, por meio cruel, motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, além da destruição e ocultação de cadáver. O filho foi denunciado pela destruição e ocultação de cadáver.

Veja também

Últimas notícias