Ex-secretário que agrediu esposa permanece preso e defesa tenta liberdade no STJ

Ele foi preso no dia 8 de janeiro
| 25/01/2022
- 22:32
Renato permanece preso preventivamente
Renato permanece preso preventivamente - (Divulgação)

Foi negado pedido de habeas corpus de Renato Oliveira Garcez Vidigal, ex-secretário de Saúde de Dourados, que está preso desde o dia 8 de janeiro por violência doméstica. O pedido foi feito em 2º Grau e, agora, a defesa vai tentar novo pedido no STJ (Superior Tribunal de Justiça).

O pedido de tinha sido negado pelo desembargador Alexandre Lima Raslan, da 2ª Câmara Criminal. Conforme o advogado de defesa, Lucas Rocha, o habeas corpus foi denegado por maioria, vencido voto do relator, desembargador Ruy Celso, que entendia cabível outras medidas cautelares diversas à prisão.

“A defesa respeita o julgamento, todavia, com base no voto divergente/precedente do desembargador Ruy Celso, tentaremos outra medida urgente no STJ”, relatou o advogado. Ainda conforme a defesa, Renato é réu primário, portador de graves doenças respiratórias “E não impõe qualquer risco à vítima, especialmente porque já se comprometeu a permanecer em local totalmente distante da mesma”.

A defesa acredita que deve conseguir decisão urgente de liberdade perante o STJ.

Prisão em flagrante

Consta nos autos da prisão em flagrante que o casal começou a discutir após um acidente de trânsito. A vítima conta que o esposo a apertou e atirou um copo em seu rosto, logo em seguida a ameaçou dizendo que a mataria junto com o filho caso denunciasse à polícia.

Por sua vez, ele disse que foi arranhado na perna e que isso teria sido motivo para ter revidado. O exame de corpo de delito comprovou a lesão, porém, a juíza Melyna Machado Mescouto decidiu que a relação causal de que ele teria agido em legítima defesa, não fez parecer presumível ou motivo para gerar a agressão.

“A violência e a ameaça teriam sido perpetradas no interior de um hotel, de alto padrão, na cidade de Bonito, bem movimentado em período de férias, o que demonstra o alto grau de periculosidade do flagrado. Não fosse isso bastante, a liberdade do imputado representa perigo para a vítima, que teme por sua integridade física/psicológica, tanto é que solicitou medidas protetivas em seu favor, existindo um histórico de violência que não pode ser ignorado”, relata a decisão da magistrada.

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