delegado-geral Adriano GarciaEm um total de 11 operações, nenhuma teria chegado nem perto dos verdadeiros donos do jogo. 

Jornal Midiamax,

Briga que acabou em PAD

Disputa pelo jogo do bicho

No dia 8 de novembro, o Jornal Midiamax

Em meio à crise na diretoria da corporação, Adriano Garcia recebeu 15 dias de férias, até o fim de novembro, substituído pela delegada-adjunta Rozeman Geise Rodrigues de Paula. Informações obtidas pelo Midiamax são de que Adriano retornaria das férias já em outro cargo, não mais como delegado-geral, após desgaste sofrido com as recentes denúncias.

Denúncia MPMS

No dia 9 novembro, foi determinada a distribuição imediata pelo MPMS (Ministério Público Estadual) de uma denúncia que tem como alvo a cúpula da DGPC (Delegacia-Geral da Polícia Civil). Segundo informação oficial do Ministério Público, o procedimento deve ser distribuído a uma das promotorias do Patrimônio Público. A expectativa é de que pelo menos um dos titulares dessas promotorias se declare sob suspeição. Atualmente, atuam como titulares os promotores Adriano Lobo Viana de Resende, Fabio Ianni Goldfinger e Humberto Lapa Ferri, da 29ª, 30ª e 31ª promotorias, respectivamente. 

A manifestação foi recebida pela ouvidoria e no mesmo dia determinada a sua distribuição. “Foi determinado o encaminhamento à Supervisão das Promotorias de Justiça Especializadas para distribuição a uma das Promotorias de Justiça com atribuição na área do Patrimônio Público e Social”, explicou a nota enviada ao Jornal Midiamax.

‘Cota Mínima’

O Jornal Midiamax apurou que, no plano de operação da décima fase da ‘Deu Zebra’, foi estipulada cota mínima para cada equipe policial. Ou seja, cada equipe deve identificar ao menos duas bancas responsáveis pelas apostas do jogo do bicho, que apresentem resultado positivo para apreensão de objetos e identificação de autoria.

O prazo para cumprir a missão vai desta terça até o dia 3 de dezembro, quando cada equipe apresentará relatório com o resultado final da operação. Em ofício, o (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul) alegou que o andamento de procedimentos das delegacias especializadas e distritais estão prejudicadas por conta do uso dos investigadores na ‘Deu Zebra’.

Além disso, o cumprimento da ‘cota’ que cada delegacia deve cumprir acaba prejudicando ainda mais o trabalho. Foi solicitado que desdobramentos da operação sejam executados apenas por policiais das delegacias encarregadas pelo inquérito policial.