Ele foi preso por latrocínio

Weikmam Agnaldo de Matos Andrade da Silva, de 21 anos, promotor de eventos, foi preso na tarde de sábado (14), por matar a própria avó, Madalena Mariano de Matos Silva, de 51 anos. Ele alega que cometeu o crime para roubar os pertences da vítima e quitar uma dívida.

Na tarde de sábado, uma sobrinha de Madalena foi até a casa dela, no Itamaracá, e estranhou que a residência estava toda fechada e nem a avó nem o carro dela estavam no local. Conforme mulher, a tia possuía um Celta branco, mas não dirigia, por isso estranhou o fato e foi até a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) da Vila Piratininga relatar o desaparecimento.

Equipe da polícia foi ao local, entrou na residência e constatou que havia respingos de sangue no banheiro. O neto de Madalena, que morava com ela, também estava ‘desaparecido’ e chegou no momento em que os policiais estavam no local. Ele foi questionado sobre a avó, mas disse que não sabia de nada. Agentes do SIG/DPC desconfiaram da versão do jovem. 

Alguns momentos depois o rapaz acabou confessando o crime. Segundo Weikman, ele morava com a avó desde os 10 anos e matou Madalena para poder roubar pertences dela e quitar uma dívida de R$ 3,7 mil, sendo que parte deste valor era referente a uma festa promovida por ele e que lhe deu prejuízo.

O crime

Segundo relato de Weikman aos policiais, na madrugada de sexta-feira, por volta das 3h30, ele deu uma gravata na avó e, após ela desmaiar, bateu a cabeça da vítima no chão. Madalena não resistiu à agressão e morreu, então foi levada pelo neto até o banheiro, onde ele a deu um banho e, em seguida, enrolou o corpo em um edredom.

O neto colocou o corpo da vítima no carro e jogou em um terreno, ainda no Itamaracá, próximo ao macroanel. Ele desenrolou o edredom e ainda esfaqueou o abdome da vítima, para tentar descaracterizar a cena do crime. Weikman contou aos policiais que havia deixado o carro na Rua Cayova, onde o veículo foi localizado e apreendido.

Já os pertences da avó, além do edredom, foram abandonados pelo suspeito nas proximidades do Córrego Vendas. O rapaz, que tinha passagem por desacato, foi preso e responderá por latrocínio, roubo seguido de morte, e ocultação de cadáver. O corpo da vítima passou por perícia e foi levado ao Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal).