A Europa está cada vez com mais dificuldade de evitar tomar um posicionamento claro sobre a questão de . A declaração do presidente francês, Emmanuel Macron, durante visita recente à , de que a (UE) não deverá seguir o posicionamento dos Estados Unidos sobre o assunto provocou uma agitação nos EUA e em partes da Europa.

O incidente também expôs o grau em que a Europa evitou discussões para adotar uma abordagem comum da UE para uma possível crise, com a escalada das hostilidades entre Estados Unidos e China no Estreito de Taiwan.

As tensões EUA-China sobre Taiwan “não estavam no radar de muitos países europeus menores até recentemente”, disse o diplomata alemão Wolfgang Ischinger, que presidiu a Conferência de Segurança de Munique até 2022. As capitais europeias, afirmou ele, preferiram contornar um problema tão grande e complicado.

A posição formal da UE é que não deve haver mudança unilateral do status quo por parte de Taipé ou Pequim. Ou seja, oposição a qualquer uso da força por parte da China para tomar Taiwan e nenhum apoio à independência da ilha.

Mas, na prática, cada Estado-membro aborda a questão de maneira diferente, dependendo da força de seus laços com Pequim. Enquanto alguns países do bloco, como a Lituânia, aprofundaram os laços econômicos e políticos com Taipé, defendendo-a por valores democráticos compartilhados, outras capitais são mais cautelosas.