Metade dos animais de zoológico em Gaza morreu por conflitos

Um zoológico situado ao norte de Gaza está devastado pelos ataques e bombardeios israelenses na região. Segundo Wasef Hamad, um trabalhador do local, metade dos animais foi morta – entre eles macacos, avestruzes e águias. As informações são da Al Jazeera. O cenário do zoológico é de completa destruição: o gramado do local está completamente […]
| 15/08/2014
- 18:54
Metade dos animais de zoológico em Gaza morreu por conflitos

Um zoológico situado ao norte de Gaza está devastado pelos ataques e bombardeios israelenses na região. Segundo Wasef Hamad, um trabalhador do local, metade dos animais foi morta – entre eles macacos, avestruzes e águias. As informações são da Al Jazeera.

O cenário do zoológico é de completa destruição: o gramado do local está completamente seco e os animais sobreviventes estão morrendo de fome e sede. No local, há uma cratera de três metros causada por uma bomba israelense.

Por causa dos conflitos entre o Exército israelense e o grupo islâmico Hamas, os funcionários do zoológico ficaram impossibilitados de cuidarem dos animais. Antes dos confrontos, o parque era lar de 50 animais e dezenas de aves. Porém, o funcionário Hamad arrisca a vida para ir colocar água e dar um pouco de comida aos bichos durante a nova trégua que perdura na região.

Em uma das gaiolas está um babuíno macho ao lado dos restos mortais de uma fêmea e dois filhotes. “Ele não deixa ninguém entrar na gaiola. Atacou um dos funcionários que tentou retirar os corpos durante a trégua de 72 horas que tivemos”. Segundo as informações, o cheio de podre é forte.

Os leões do zoológico – que possuem um espaço mais protegido – estão famintos e os açougues da região mal têm carne para as pessoas. “Os felinos estão doentes e precisam de vacina, mas não encontramos nenhuma delas por aqui”.

Comovidos com a situação do lugar, alguns vizinhos levam baldes de água e comidas, mas que não são suficientes.

Os confrontos na Faixa de Gaza que começaram em 8 de julho já mataram mais de duas mil pessoas – sendo 67 israelenses (63 soldados e 4 civis).

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