“Tinha desejo sexual pela plateia, queria transar com aquela gente toda”. A declaração apimentada é uma entre várias outras presentes em “Olho Nu”, documentário que desnuda o artista multifacetário Ney Matogrosso, um dos ícones mais irreverentes da música brasileira. O filme de Joel Pizzini, coprodução do Canal Brasil e Paloma Filmes, entra em cartaz no Cinemark nesta segunda e terça-feira (26 e 27 de maio), às 18h40.

O ensaio documental trata, num tom sensível e poético, a trajetória artística de Ney Mato Grosso. São diversos fragmentos selecionados em 300 horas de material em formatos diversos –16 mm, Super 8, Betamax–, guardados pelo artista, que gravava tudo o que fazia para a televisão.

Do acervo pessoal surgiram registros raros, entre eles Ney se maquiando antes de ir ao palco com o Secos e Molhados na década de 1970, e uma entrevista concedida ao ator, comediante e cantor Grande Otelo.

Outras 200 horas foram produzidas especialmente para o longa, com gravações realizadas no Rio de Janeiro, parte delas no sítio do artista em Saquarema, outra em sua residência no Leblon, e em Bela Vista, no Mato Grosso do Sul, onde nasceu em 1941.

O filme extrapola seu personagem principal, que se entrelaça a períodos marcantes da história política e cultural brasileira, como a bossa nova, o tropicalismo, a luta contra a censura e o movimento popular Diretas Já, que teve expressiva participação da classe artística entre 1983 e 1984.

Selecionado para participar de festivais internacionais em países como Cuba e Portugal, vencedor de vários prêmios em festivais brasileiros, o filme está em cartaz em várias capitais do país, e em Campo Grande, o público terá a oportunidade de assisti-lo, no cinema, apenas nesta semana.

No dia de sua estreia, o valor do ingresso será promocional R$8,00 (inteira). Terça-feira, a taxa é normal R$18,00 (inteira).

(Com informações do Blog Cinema de Horror e do UOL)