Atriz garante que, a partir de hoje, não aceitará fazer uma cena por menos de R$ 800, preço ‘de mercado’. Ela até imagina o nome de seu próximo filme: “Prendendo Julia Fontanelli”.

A atriz pornô Juliana Assis Novaes Cardoso, mais conhecida como Julia Fontanelli, deixou o Presídio Feminino de Campo Grande na tarde desta quarta-feira (24) e acha que a ‘estadia’ na prisão pode “alavancar” a carreira cinematográfica. Fontanelli foi detida em Mato Grosso do Sul no último dia 19 com um veículo furtado em Natal (RN), mas deixou a cadeia após pagar fiança de R$ 3 mil. Ela garante que foi enganada na compra do carro.

“A experiência me abalou muito. Para uma pessoa como eu, foi muito duro ser algemada, ficar numa cela cheia de mulheres. Mas fui bem recebida, senti o carinho do público nesses últimos dias e acho até que minha carreira artística pode ser influenciada”, afirma. A atriz garante que, a partir de hoje, não aceitará fazer uma cena por menos de R$ 800, preço ‘de mercado’.

Ela conta ainda que virou uma espécie de ‘celebridade’ na prisão e não foi desrespeitada em momento algum, nem pelas detentas e ou pelos agentes que a custodiavam. “O pessoal de Campo Grande é extremamente respeitador”, afirma.

Além de filmes, Julia tem nas apresentações de strip-tease sua outra fonte de renda. Apesar de viver em uma família estruturada, ela diz que o valor da fiança para ser libertada a “pegou de surpresa”, e por isso precisou da ajuda de parentes para conseguir sair da cadeia.

“Ainda não sei quanto vai custar todo esse prejuízo”, lamenta. O carro da atriz ficou apreendido.

Casada há dois anos com Erick Feliciano Batista, ela diz que seu marido, preso com ela no carro furtado, não faz filmes pornôs e nem pertence a alguma facção criminosa. Inicialmente, ele era tido pela polícia como integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital). A atriz garante confiar no esposo, e diz que não acredita ter sido enganada por ele na compra do veículo.

Ela explicou ainda que ia para o Paraguai fazer compras com R$ 3,2 mil. Porém, não sabia em qual loja e nem que produtos comprar. “Talvez eletrodomésticos”, diz.

Questionada se faria uma produção inspirada em sua passagem por Mato Grosso do Sul, ela afirmou que “não se incomodaria em fazer um flime como presidiária”. “Já posso até imaginar: Prendendo Julia Fontanelli”, planeja.

Fontanelli, que afirma ter mais de 200 filmes pornôs em oito anos de carreira e cinco capas de revista, ficou na Defurv (Delegacia Especializada de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos) e foi transferida posteriormente para o Presídio Feminino de Campo Grande.

O marido continua preso. Ele teve alvará de soltura expedido hoje, mas continua na Penitenciária de Segurança Máxima até amanhã, pois, segundo o advogado Abdallah Macksoud Neto, o setor administrativo responsável por processar o alvará fecha às 17 horas.