A Agência Nacional de (Anvisa) revogou na segunda-feira, 10, resolução de março deste ano que suspendia a fabricação, a comercialização, a distribuição e uso de todos os alimentos em estoque fabricados pela marca Fugini, empresa de molhos de tomate, maionese, mostarda e conservas vegetais. No entanto, conforme divulgação feita nesta terça-feira, 11, foi mantida a de fabricação dos produtos que contenham os principais ingredientes que causam alergias alimentares ou aqueles que sejam derivados desses.

“O processo de fabricação de produtos que contêm ingredientes alergênicos ainda precisa ser adequado para impedir a contaminação entre produtos. Ainda é necessária avaliação complementar da documentação de controle de qualidade dos produtos em estoque para obter mais informações sobre a segurança e qualidade dos produtos”, disse a Anvisa.

Também foi mantida a suspensão de distribuição, comercialização e uso dos produtos em estoque da empresa fabricados até o dia 27 de março de 2023, e das polpas de tomate utilizadas como matéria-prima, fabricadas ou adquiridas até essa data.

A revogação foi publicada por meio de resolução, após a empresa passar por nova inspeção sanitária conduzida pelo Centro de Vigilância Sanitária de (CVS-SP) e Vigilância Sanitária Municipal, na semana passada.

“A equipe avaliou as reformas no estabelecimento e as adequações em seus procedimentos de modo a cumprir com as determinações da vigilância sanitária. O estabelecimento foi considerado apto para retomar a fabricação de seus produtos na unidade de Monte Alto (SP)”, afirmou a Anvisa.

Conforme a agência reguladora, até o momento, a Fugini cumpriu grande parte das determinações da autoridade sanitária, adequando rapidamente sua planta fabril e seu processo de fabricação, podendo retomar parte da fabricação no local.

Entenda o caso

A Anvisa anunciou em 29 de março a suspensão da fabricação, distribuição, comércio e uso e fabricação dos produtos da marca Fugini. A decisão foi motivada pela identificação de falhas de boas práticas de fabricação relacionadas à higiene dos produtos, controle de qualidade e segurança das matérias-primas, controle de pragas, rastreabilidade, entre outros problemas.

As falhas foram identificadas pela Anvisa durante uma inspeção feita na sede da empresa, em Monte Alto, cidade do interior de São Paulo. A medida foi adotada por causa do uso de matéria-prima vencida na fabricação, fato constatado na mesma inspeção sanitária.

Na ocasião, a empresa disse que a comercialização seguia normalmente e as alterações indicadas já tinham sido realizadas. “Passamos por um processo de vistoria em uma de nossas fábricas, na cidade de Monte Alto-SP, que gerou uma ordem para alteração de alguns processos e procedimentos internos, respeitamos e, rapidamente, alteramos os pontos indicados”, disse, na época, a empresa em uma nota divulgada nas redes sociais.

Em um comunicado publicado no dia seguinte, na tarde de 30 de março, a empresa admitiu que usou ingredientes vencidos na produção de maionese e, por esse motivo, estava fazendo o (recolhimento) dos itens impróprios para consumo.