Dez equipes da Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande farão o monitoramento nas 205 escolas de ensino fundamental e infantil (EMEIs) do município. A informação foi dada pelo vereador Coronel Alirio Villasanti (União), presidente da comissão de segurança da Câmara Municipal, em pronunciamento na Casa de Leis, na manhã desta terça-feira (11).

A medida é uma resposta aos crescentes episódios de ameaças de massacres em escolas depois do caso da professora assassinada em São Paulo, em 27 de março.

No intervalo de poucos dias, avisos de violência em escolas mobilizaram a polícia e secretarias de escolas em diferentes regiões da Capital, como nos bairros Estrela do Sul e Moreninhas.

De acordo com o Coronel Villasanti, foi realizada uma reunião na Semed (Secretaria Municipal de Educação) de Campo Grande, na tarde da última segunda-feira (10). O encontro contou com a presença da Prefeita Adriane Lopes (Patriota), comando da Guarda Civil Metropolitana, diretores de algumas escolas e a comissão de segurança pública.

“Eu penso que são várias ações sendo feitas e algumas serão potencializadas. Dez equipes da guarda serão colocadas especificamente para atender as 205 escolas e Emeis do município. Queremos criar nas escolas uma comissão de prevenção a violência, isso é fundamental. É um momento de união de esforços”, afirmou o vereador.

A decisão vai de encontro ao que foi pedido em uma audiência pública, em 3 de abril, na Câmara Municipal de Campo Grande, que discutiu a insegurança dentro das escolas. Na ocasião, a principal solução mencionada pelos participantes foi o reforço da Guarda Civil Metropolitana nas escolas e região.

Segundo Anderson Gonzaga da Silva Assis, responsável pela Sesdes (Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social), e que participou da audiência pública, a GCM tem em seu quadro cerca de 1.100 agentes e, para fazer monitoramento 24h nos locais, seria necessário aumentar o número de profissionais.

“A quantidade hoje não é suficiente porque precisa também fazer monitoramento no resto da cidade”, afirmou Gonzaga no dia.

Campo Grande já conta com ronda escolar

Além da previsão de reforço da segurança pela GCM, Campo Grande já conta com a Ronda Escolar que realiza o monitoramento em 172 escolas (122 da rede estadual e 50 do município). A equipe é composta por 12 agentes e seis viaturas da Polícia Militar.

“A ronda pega o período da manhã e para na escola, pelo menos cinco minutos. Os policiais entram na escola, cumprimentam o diretor. É uma ronda preventiva, é específico. Eles fazem o entorno da escola, no mínimo 200 metros”, afirmou ao Midiamax o coordenador do Programa Escola Segura, Família Forte, ligado à Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), Valson Campos dos Anjos.

Governo irá anunciar plano de segurança

O Governo de Mato Grosso do Sul antecipou, para a próxima quarta-feira (12), o anúncio oficial de Plano de Segurança nas Escolas. A coletiva de imprensa está marcada para as 8h, no Centro de Educação Marluce Bittar, e a expectativa é que sejam atualizados programas e protocolos de segurança.

A previsão era que o documento fosse divulgado na próxima semana, porém foi adiantado devido à situação de crescentes casos de ameaças de violência no Estado.

Monitoramento em tempo real

Atualmente, conforme a comunicação oficial, a maior parte das ocorrências relacionadas à segurança nas escolas de MS está relacionada a pedidos de manutenção decorrentes de furtos e vandalismo. Todavia, ameaças têm sido frequentes, tais como caso de adolescente levado a delegacia por divulgar pelas redes sociais ataques em escola de MS, nesta segunda-feira (10).

No caso de Mato Grosso do Sul, o Jornal Midiamax já havia adiantado no início do mês que o pacote de ações deveria incluir monitoramento em tempo real por câmeras e sistema eletrônico de vigilância em 290 unidades escolares do Estado.

Segundo nota divulgada pelo Governo na Ocasião, o monitoramento em tempo real consistirá no funcionamento de duas a oito câmeras, de acordo com o tamanho da unidade escolar, com controle de acesso (fechadura eletrônica) e sistema de alarme. O diretor de cada unidade deverá ter acesso às imagens, além de poder acionar a Central por um aplicativo.