Mãe e filha foram levadas para Santa Casa, mas estão bem e prestes a receber alta

Tia coruja, jovem de 21 anos contou ao Jornal Midiamax sobre o caso da bebê que teria sido ‘encontrada’ em um residencial na noite de quinta-feira (12). A irmã dela, de 18 anos, tentou esconder a gravidez da família e acabou tendo a criança em casa. Mãe e filha estão na Santa Casa de Campo Grande e passam bem.

Segundo a tia da criança, que preferiu não se identificar, ela e a irmã são de Corumbá e moram na Capital há dois anos. A jovem de 18 anos terminou um relacionamento entre setembro e outubro de 2015 e, em janeiro deste ano, havia desconfiado que estava grávida. Segundo a irmã, em fevereiro a jovem menstruou normalmente e então descartou a possibilidade.

Na noite de quinta-feira, a jovem teve a bebê em casa, sozinha. A irmã e o cunhado estavam na faculdade e ela, em atitude desesperada, ligou para o rapaz dizendo que havia encontrado um recém-nascido na porta de casa. O cunhado acionou a polícia e foi até o residencial. A irmã conta que a jovem chorou muito e acabou contando que ela é a mãe da criança. Mãe e filha foram levadas pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) para a Santa Casa.

A irmã ainda diz que não desconfiou da gravidez da jovem que sempre usou roupas largas. “Ela deve ter percebido a gravidez, mas escondeu de todos, porque tinha medo de contar para nossa família, talvez principalmente por ser a caçula, a ‘menininha’ da casa”, diz. A tia coruja contou ao Midiamax que sempre amou crianças e que, assim que sair do hospital irá comprar roupinhas para a bebê.

Os avós da criança moram em Corumbá e já estão seguindo para a Capital. “Eles estão muito felizes”, conta a tia da menininha, que já é o xodó da família. A jovem, que teve o parto em casa, precisou passar por uma microcirurgia e deve receber alta ainda hoje ou na manhã de sábado. A bebê, que nasceu com 46 centímetros e 3,3 quilos também passa bem e já recebe muito amor dos familiares no hospital.

Por não ter feito pré-natal, a jovem mãe ainda não pode amamentar a bebê, mas passa por exames médicos. A Polícia Civil analisa os fatos, mas não há informação se haverá necessidade de ser instaurado inquérito e feita investigação.