O ex-prefeito de Campo Grande, (PSD), conseguiu a prorrogação por mais de um ano da licença sem remuneração de cargo efetivo na Alems ( Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul). O ato foi publicado na edição desta terça-feira (11) do Diário Oficial do Legislativo.

A licença vale agora até 31 de março de 2024. O prazo anterior foi estendido em 2022, pouco antes dele renunciar ao cargo para concorrer ao Governo do Estado. Ele acabou em 6º lugar, após escândalo sexual em que virou réu na Justiça.

Marquinhos tem cargo na Assembleia desde junho de 1986. Ele acabou efetivado como assistente jurídico em janeiro de 1991. Atualmente, o salário bruto no nível PLNS 10.03 é de R$ 2.802,04. Esse valor não leva em conta eventuais benefícios.

O caso só veio à tona em 2016, quando o político se candidatou à prefeitura de Campo Grande. Investigado pelo (Ministério Público do Estado de MS) e TCE (Tribunal de Contas do Estado), ele reagiu propondo uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Assembleia.

A investigação não rendeu frutos e o ex-prefeito acabou conseguindo se manter no cargo pela Justiça estadual em 2018, que entendeu que o MP não tinha mais prazo legal para questionar a nomeação, já que qualquer ato suspeito teria prescrito.