A Comissão de Transporte e Trânsito na Câmara de Campo Grande irá acompanhar a reunião entre STTCU (Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano) e Consórcio Guaicurus, marcada para as 15h no Tribunal Regional do Trabalho, em Campo Grande.

Devem participar da reunião o vice-presidente da comissão, Alírio Vilassanti (União), além dos vereadores Ayrton Araújo (PT) – que também compõe a comissão – e Beto Avelar (PSD).

Também membro da comissão, o vereador Clodoilson Pires (Podemos) afirmou que a paralisação causou transtorno geral.

“Para o comerciante, empresário, usuário do transporte e é lamentável que essa situação se arraste nesse impasse”, disse.

Clodoilson relembrou que a Câmara Municipal buscou soluções para que as partes pudessem se entender, buscando evitar uma greve. Do mesmo modo, o vereador também reforçou a importância de que a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (Patriota), conversa com o Consórcio Guaicurus.

“Acredito que nesse momento a Prefeita Adriane deve conversar com o consórcio e se precisar da Câmara sempre estamos à disposição”, disse.

Vereadores pedem revisão de contrato com Consórcio

Com a greve realizada pelos motoristas de ônibus nesta quarta-feira (18) em busca de reajuste salarial de 16%, vereadores voltaram a pedir revisão do contrato entre Consórcio Guaicurus e a Prefeitura de Campo Grande.

O vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor, vereador Junior Coringa, repudiou a paralisação.

“A população não pode ser penalizada pelo erro de gestão do Consórcio Guaicurus, os funcionários do Consórcio que imploram por um reajuste salarial há muito tempo”, disse o vereador.

O mesmo disse Thiago Vargas, que considerou como “absurdo” a população precisar “pagar o pato”.

“Desde o início do meu mandato eu brigo para que criem uma CPI do Consórcio Guaicurus e nada foi feito até agora”, disse Vargas.

Ronilço Guerreiro também lamentou a situação e ressaltou a importância do diálogo pela valorização salarial dos trabalhadores do transporte.

Por fim, o vereador ainda afirmou ser favorável à abertura da planilha do Consórcio Guaicurus para a população.

Comissão de Transporte da Câmara lamenta greve

Anteriormente, os vereadores que compõem a Comissão de Transporte e Trânsito na Câmara de Campo Grande lamentaram a situação que culminou na greve dos motoristas.

O vice-presidente da comissão, Alírio Vilassanti (União), afirmou que a paralisação prejudica os serviços públicos, como a saúde, e o comércio.

Já o presidente da Comissão de Mobilidade Urbana, André Luís Soares (Rede), apontou que até mesmo a Câmara não vem fiscalizando o transporte público e a prefeitura não está tendo o mesmo rigor.

Membro do mesmo colegiado, o vereador José Jacinto de Luna Neto, o Zé da Farmácia (Podemos), defendeu que o Consórcio entregue a concessão se não tem mais condições de operar o serviço.

A deputada federal eleita e vereadora Camila Jara (PT), disse que o contrato de concessão precisa ser revisto e defendeu até tarifa zero.

Greve no transporte coletivo

Com 100% dos trabalhadores parados, profissionais do transporte coletivo de Campo Grande vão se reunir para decidir se a paralisação de hoje vai virar greve por tempo indeterminado.

Assim, eles cobram retomada nas negociações salariais com o Consórcio Guaicurus.

“Hoje é um protesto para chamar atenção do Consórcio, vamos chamar assembleia e votar edital de greve por tempo indeterminado.

Esperamos que com essa paralisação a empresa retome a conversa com a gente”, pontua Demétrio Freitas, presidente do STTCU.

De acordo com ele, na semana passada, o sindicato foi informado que o Consórcio Guaicurus não se reuniria mais com a categoria para rodada de negociação.

Em dezembro, a empresa ofereceu reajuste salarial de 6,5% aos trabalhadores, no entanto, deixou de lado outros benefícios.

Com isso, nenhum dos veículos do transporte coletivo da Capital saiu da garagem e cerca de 1.500 trabalhadores estão na garagem da Jaguar Transportes Urbanos, onde farão assembleia.

Os ônibus do transporte coletivo de Campo Grande devem voltar às ruas na próxima quinta-feira (19), segundo o sindicato.

A paralisação desta quarta-feira está ligada à reivindicação de reajuste salarial de 16% da categoria. A negociação vem desde dezembro do ano passado.

O que diz a Prefeitura?

Em meio à paralisação dos trabalhadores do transporte público, a Prefeitura de Campo Grande afirmou que aguarda relatório que avalia o que seria percentual aceitável de reajuste da tarifa.

Anteriormente, o Consórcio Guaicurus, empresa que administra a frota de ônibus da cidade, pediu aumento da passagem de R$ 4,40 para R$ 8.

“O reajuste da tarifa está sendo cautelosamente estudado, e o poder executivo tem feito todo o possível para continuar subsidiando as gratuidades para estudantes, idosos, pessoas com necessidades especiais e seus acompanhantes”, informou o Município por meio de nota. 

No texto, a Prefeitura pontuou as últimas aplicações de recursos no transporte na cidade, por exemplo, convênio com o Governo do Estado, que passou a subsidiar o serviço desde o ano passado.

Também, repasse de verbas federais para que o Consórcio custeasse gratuidades para idosos entre janeiro e outubro de 2022, com valores a repassar mensalmente para cobrir as gratuidades.