Em vídeo que circula nas redes sociais, o presidente do STTCU-CG (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de ) afirmou que será realizada dos funcionários do setor por falta de negociação de reajuste salarial para a classe. Assim, a Capital poderá ficar sem transporte público a partir da segunda-feira (26).

Demétrio Freitas inicia o comunicado informando que o Sindicato fez duas reuniões com o Consórcio Guaicurus sobre o reajuste salarial.  

“Não tivemos mais oportunidade para estar discutindo o reajuste. Nós pedimos através de oficio que o Consórcio retornasse as negociações, até porque está passando um mês da data base”, ressalta.

Dessa forma, categoria teria recebido um retorno do Consócio Guaicurus de que não seria possível assumir tal compromisso sem o aumento da tarifa do antes. Por isso, a categoria deseja se mobilizar contra a falta de negociação.

“O sindicato enviou ofício à prefeitura avisando que a partir de segunda ou terça-feira da semana que vem vai estar paralisando os ônibus, fechando as garagens, até que se retorne as negociações”, declara o presidente do sindicato, criterioso ao afirmar que “nenhum ônibus vai sair”.

Ao fim do posicionamento, Demétrio agradece a compreensão e afirma que não deixará os direitos dos trabalhadores de lado. Confira:

(Vídeo: Arquivo Pessoal)

Em contato com o Jornal Midiamax, o presidente do STTCU-CG reforça que pede reajuste de 16% no dos trabalhadores. Além disso, vai aguardar resposta do Consórcio Guaicurus para continuar negociação do aumento até domingo (25). Caso não haja negociação, greve pode começar entre segunda (26) e terça-feira (27).

O que diz o Consórcio Guaicurus

Também nesta quinta-feira (22), o Consórcio Guaicurus deu o seu parecer sobre a possível paralisação da semana que vem. Em nota, empresa alega que existe a dificuldade de negociação salarial com os representantes dos trabalhadores do transporte público.

“O Consórcio Guaicurus mantém permanente contato com a prefeitura e com o sindicato dos trabalhadores em busca de solução aos problemas no transporte público. Com relação às negociações salariais, informamos que o Consórcio Guaicurus, que já enfrenta dificuldade financeira para pagar os atuais valores, não possui a menor condição de firmar compromisso futuro diante do risco de o mesmo não vir a ser cumprido”, inicia o comunicado.

Em seguida, diz que a formalização de acordo de reajuste salarial com os trabalhadores passa pela definição da prefeitura a respeito do reajuste tarifário.

“O departamento jurídico do Consórcio Guaicurus está estudando as medidas que poderão ser adotadas diante da possibilidade de ser deflagrada greve no sistema, conforme anunciado pelo presidente do sindicato laboral”, pontua.

Ao fim da declaração, o Consórcio Guaicurus alega ainda estar aberto a diálogos com os segmentos do sistema de transporte coletivo, inclusive com autoridades públicas envolvidas.

Consórcio quer passagem a R$ 8

Anualmente avaliado em novembro, o Consórcio Guaicurus considera que o reajuste da passagem do transporte público de Campo Grande pode chegar a R$ 8. Atualmente, a tarifa custa R$ 4,40 aos passageiros, mas, de acordo com o diretor-executivo do consórcio, Robson Strengari, o novo preço considera diversos fatores, como a alta do combustível e INPC (Índice Nacional de Preço ao Consumidor).

“O estudo ainda não foi concluído e a Agereg que decide, mas o reajuste chega em torno de R$ 8. Ainda temos nesse mês a negociação de reajuste salarial de funcionários, temos assuntos em andamento para mudanças”, afirma.