Política

Tereza Cristina e outros dois são exonerados para votar Reforma da Previdência

O Governo Federal repetiu a estratégia adotada no primeiro turno da votação da Reforma da Previdência na Câmara Federal e voltou a exonerar três ministros para que retornem ao parlamento, participem do pleito e, principalmente, das articulações. Entre os exonerados está a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Alem dela, também foram exonerados o chefe da […]

Nyelder Rodrigues Publicado em 06/08/2019, às 17h55 - Atualizado em 07/07/2020, às 21h30

Ministra Tereza Cristina (Leonardo de França, Midiamax)
Ministra Tereza Cristina (Leonardo de França, Midiamax) - Ministra Tereza Cristina (Leonardo de França, Midiamax)

O Governo Federal repetiu a estratégia adotada no primeiro turno da votação da Reforma da Previdência na Câmara Federal e voltou a exonerar três ministros para que retornem ao parlamento, participem do pleito e, principalmente, das articulações. Entre os exonerados está a ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

Alem dela, também foram exonerados o chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), e o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG). Assim que a questão passar pela Câmara dos Deputados, eles devem retornar para seus respectivos ministérios.

As exonerações foram confirmadas nesta terça-feira (6) em edição extra do DOU (Diário Oficial da União). Tereza foi reeleita em 2018 ao cargo de deputada federal por Mato Grosso do Sul, mas abdicou da cadeira no Congresso para assumir a chefia do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

Tereza tem a confiança do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que já a elogiou publicamente ao falar sobre sua participação no acordo entre União Europeia e Mercosul, a chamando de ‘Pelé’ da comitiva que participou da negociação. Ele também se referiu a ela como ‘mami poderosa’.

Existe a expectativa que ainda nesta terça-feira seja iniciada a votação em segundo turno da Reforma da Previdência. Da mesma forma que o primeiro turno, a proposta precisa do voto de um mínimo de 308 deputados para ser aprovada e então enviada ao Senado, onde também passará por dois turnos de votação.

Caso haja alguma alteração, como há possível inclusão de estados e municípios na reforma, o texto precisará retornar à Câmara dos Deputados para nova apreciação antes de ir para sanção presidencial. No primeiro turno, votado antes do recesso, a Reforma foi aprovada com 379 votos a favor e 131 contra.

Jornal Midiamax