Operação já apreendeu mais de R$ 640 mil

 

O empresário Flávio Henrique Garcia, proprietário da Terrasat Engenharia e Agrimensura, último a ser preso na segunda fase da operação Lama Asfáltica, denominada Fazendas de Lama, chega ainda nesta quarta-feira (11) na Capital. A Polícia Federal saiu de Campo Grande, e prendeu ele ontem (10) em sua casa no município de Tanabi, interior de São Paulo. Até o momento, a Polícia Federal já apreendeu R$ 640 mil com os 15 presos. 

Flávio está vindo de carro junto com os policiais e deve chegar ainda hoje. Com ele, segundo assessoria da PF, outros materiais que serviram para o inquérito. Ele vai passar pelo Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) para corpo de delito, e depois será ouvido pela PF, para então ser encaminhado, provavelmente, a Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), onde estão os outros homens presos.

De acordo com o Portal de Transparência do governo estadual, em 2015 a Terrasat recebeu R$ 6,1 milhões e há R$ 8,8 milhões empenhados para 2016, dos quais R$ 2,8 milhões já foram pagos à empresa. No ano passado venceu licitação para manutenção de estradas pavimentadas e não pavimentadas no município de Nova Andradina, distante 297 km da Capital.

A segunda fase da Operação Lama Asfáltica prendeu 15 pessoas ontem: Edson Giroto, André Luis Cance, João Amorim, Flavio Henrique Garcia, Ana Paula Amorim Dolzan, Ana Lúcia Amorim, Renata Amorim Agnoletto, Rachel Giroto, Wilson Roberto Mariano de Oliveira, Mariane Mariano de Oliveira, Ana Cristina Pereira da Silva, Maria Casanova, Helio Yudi Komiama, Evaldo Furrer Matos e Elza Cristina Araujo. 

PF prende no interior do SP o último que faltava em nova fase da Lama AsfálticaElza Cristina Araujo, Rachel Giroto e Mariane Mariano de Oliveira estão em prisão domiciliar. As outras mulheres seguem presas na 3ª DP e os homens na Denar.

Com os envolvidos, a Polícia Federal apreendeu R$ 475 mil em espécie e mais 50 mil dólares, que convertidos em reais, somam e torno de R$ 170 mil.

Fazendas de Lama

A nova fase da Operação Lama Asfáltica foi feita em conjunto com a Controladoria Geral da União e Receita Federal. De acordo com a PF, a objetivo foi apurar procedimentos utilizados pelos investigados na aquisição de propriedades rurais com recursos públicos desviados de contratos de obras públicas, fraudes em licitações e recebimento de propinas, resultando também em crimes de lavagem de dinheiro.

Apenas em Mato Grosso do Sul foram detectados 66 mil hectares em fazendas que teriam sido compradas pelo grupo, nos municípios de Rio Negro, Corumbá, Aquidauana, Anastácio, Jaraguari e Figueirão, além de propriedades em cidades no interior paulista.

Segundo o delegado da Receita Federal, Flávio de Barros Cunha, o grupo usava familiares como laranjas. Eles abriam empresas e faziam a distribuição de lucros. Por exemplo, uma empresa que declarou faturamento de R$ 1,7 milhão em um ano, distribuiu lucros de R$ 1,2 milhão aos sócios.