Polícia / Trânsito

Cheia de problemas, rotatória da Gury Marques passará por mudanças

Congestionamento e risco de atropelamento

Wendy Tonhati Publicado em 17/04/2018, às 14h42

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Congestionamento e risco de atropelamento

Um dos principais problemas do trânsito na região sul de Campo Grande, a rotatória das avenidas Gury Marques com a Interlagos, vai passar por reordenamento de trânsito, semelhante ao feito na Avenida Nelly Martins (Via Parque) com a Mato Grosso.

A promessa da Prefeitura é acabar com os congestionamentos que se formam durante a manhã e, sobretudo, no fim da tarde. Segundo os motoristas que passam habitualmente pelo local, o pior horário é entre 18 e 19 horas. Já para os pedestres e ciclistas, não há um horário mais complicado: todas as travessias são perigosas no local.

Na manhã desta terça-feira (17), em um horário nem tão movimentado, Diene Marques atravessava a Gury Marques com a filha, de apenas um mês. Moradora da região, ela faz a travessia no local todos os dias e diz não adiantar caminhar até a faixa de pedestres. A filha dela já foi vítima da confusão que o trânsito no local, caindo do carrinho há poucos dias.

 “É muito ruim aqui e não adianta subir até a faixa de pedestres, porque, eles [motoristas] não respeitam. Um para e o outro não para. Semana passada, fui atravessar com ela e um dos carros parou. O outro continuou, travei a roda do carrinho e ela acabou caindo. Tive que levá-la para tirar raio-X. Passo aqui todo dia e sempre tem acidente”, conta.

A rotatória é uma das mais movimentadas da cidade e, além dos carros de passeio e motocicletas, o local também concentra grande número de veículos pesados como caminhões e ônibus do transporte coletivo e de viagem.

Para o motorista Fábio Rodrigues, que trabalha em uma empresa de Bodoquena e que frequentemente vem para a Capital, o pior horário é por volta das 19 horas. “Para a gente que vem descarregar é complicado. É muito apertado e os motoristas não respeitam. Se colocarem o semáforo vai ficar melhor”, diz Rodrigues.

O vendedor de frutas Neto Dantas também concorda que o local precisa de sinalização, porque além de muitos veículos, os condutores nem sempre respeitam o fluxo da rotatória. “É muito complicada essa travessia e tem motorista que não respeita. Um ‘trevão’ desse já era para ter um semáforo”.

Conforme a informações do diretor da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Janine de Lima Bruno, divulgadas no site da Prefeitura da Capital, a ordem de serviço para o projeto da rotatória da Coca-Cola está orçado em R$ 1 milhão e a ordem de serviço será dada após a assinatura do contrato com o Consórcio CAM, que venceu a licitação para manter a sinalização de trânsito da Capital. A expectativa é de que até a próxima sexta-feira (20) o contrato seja assinado.

A sinalização da rotatória já estava prometida desde março do ano passado, quando a Prefeitura fez o reordenamento da região da Via Parque. A promessa da um viaduto na região sul da Capital foi enterrada de vez e a Agetran afirmou que o local ganharia semáforos.

A opção de instalar rotatória, em vez de um viaduto, levou em conta, o custo menor da intervenção e a maior rapidez na implantação. O viaduto, segundo a Agetran custaria em torno de R$ 40 milhões e demoraria pelo menos dois anos para ficar pronto. A instalação dos semáforos deve custar R$ 1 milhão e pode ficar pronta em até 90 dias.

Há previsão de intervenção também nas rotatórias das avenidas Tamandaré com Euler de Azevedo; Três Barras com Marques de Lavradio; Joaquim Murtinho com Ceará e Eduardo Elias Zahran com Joaquim Murtinho.

Jornal Midiamax