Presos em na sexta-feira (17), dois funcionários de frigorífico em Campo Grande relataram que há uma espécie de venda de para os trabalhadores do local. Ainda contaram que um homem é responsável por emitir as notas fiscais dessas carnes.

O funcionário de 36 anos contou que há 7 anos trabalha na empresa, no setor de controle de qualidade. Ainda disse à polícia que existe uma venda de carne para os funcionários.

Assim, um dos trabalhadores é responsável por emitir as notas fiscais. Apesar disso, é comum a emissão da compra no cadastro de terceiros, sendo que junto com a nota fiscal também é emitido boleto para o funcionário pagar.

O outro funcionário, de 27 anos, que há 5 anos trabalha na portaria, também confirmou essa venda de carne para os trabalhadores. Isso ocorreria toda sexta-feira no frigorífico.

A princípio, foi identificado erro no valor dos produtos. Porém, o funcionário da portaria alega que não tem qualquer envolvimento com a venda da carne e que é a primeira vez que tal fato acontece no plantão dele.

Em audiência de custódia no domingo (19), os dois funcionários foram liberados, mediante pagamento de fiança de R$ 2 mil. Assim, foram expedidos os alvarás de soltura.

Presos com carne

Os dois funcionários foram detidos com 118,42 quilos de carne. A princípio, no registro policial, foi informado que o suspeito de 36 anos teve ajuda de um segurança.

Com isso, conseguiu pegar 6 caixas de 20 quilos e colocou no carro. Depois, com uma nota falsa, teria tentado sair do local, mas foi barrado.

O chefe de segurança acabou constatando a nota falsa e a Polícia Militar foi acionada. A envolvida acabou encaminhada para a Depac (Delegacia de Ponto Atendimento Comunitário) Cepol.