Um rapaz foi preso na noite de segunda-feira (14) acusado de envolvimento na morte de Adriano Ocampos, assinado em 26 de julho deste ano no bairro Los Angeles. O suspeito recebeu mandado de prisão temporária de 30 dias e passou a noite na Cepol (Centro Especializado de Polícia Integrada) de .

Em conversa com a equipe de reportagem do Jornal Midiamax, o advogado do rapaz, Amilton Ferreira, disse que o seu cliente foi preso no estacionamento de um supermercado localizado na Rua da Divisão. Policiais faziam ronda na região quando viram que o suspeito estava com mandado de prisão em aberto.

Segundo o advogado, a prisão teria sido motivada porque a irmã de Adriano Ocampos – que estava presente no dia do assassinato – tinha reconhecido o autor dos disparos, que estava na garupa da motocicleta, mas depois retornou à delegacia alegando não ter mais certeza se era mesmo o rapaz acusado. O autor usava capacete no dia do homicídio.

Amilton ainda alegou que o cliente é inocente e que a irmã de Adriano havia conversado com uma terceira pessoa, que tinha mostrado a ela uma foto do rapaz no dia do velório e informado que ele seria o autor. Conforme o advogado, essa terceira pessoa estaria tentando livrar o verdadeiro autor colocando a culpa do rapaz preso na última noite. “Contaminou o reconhecimento”, disse ele.

O que diz o suspeito

Em conversa à equipe do Jornal Midiamax, o suspeito disse trabalhar como atendente de uma conveniência e nega ser o autor dos disparos. Afirmou também que estava trabalhando no dia e na hora do crime. Além disso, alega ter uma carta de emprego e câmeras de segurança que confirmam sua versão.

Agora, o advogado vai pedir um interrogatório para que a irmã de Adriano Ocampos faça o reconhecimento do seu cliente pessoalmente. Ele vai ficar preso na Cepol até a 5ª DP buscar ele, previsto para quarta-feira (16).

Relembre o caso

Adriano Ferreira Ocampos, de 34 anos, foi executado com vários em 26 de julho, na Rua Manoel Pereira de Souza, no Los Angeles. Ele foi morto a tiros logo após chegar em casa com o filho de 9 anos.

Segundo relato de uma testemunha, pai e filho seguiam de motocicleta pelo bairro e o menino teria dito que eles estavam sendo seguidos. O homem parou na casa e o filho ficou aos cuidados da tia.

A e a tia estavam sentadas na frente da casa. Adriano entrou na residência e, assim que saiu novamente da casa, foi abordado pelos dois suspeitos que estavam em uma motocicleta. A mulher então correu com o sobrinho para dentro.

Neste momento, o garupa da moto teria feito vários disparos que atingiram a vítima, que morreu no local.

Ainda em choque pela morte de Adriano, a irmã que estava na casa no momento do crime contou ao Midiamax que o irmão mais novo já chegou a ser preso por tráfico de drogas, mas que cumpriu a pena.

A irmã ainda contou que assim que Adriano chegou, os dois suspeitos na moto pararam ao lado. “Perdeu playboy, perdeu!”, gritaram. Assustada, ela correu com o sobrinho para dentro da casa, mas mesmo assim o menino ainda teria visto o crime. “Mataram meu pai”, gritou a criança após os disparos.

Para a família, Adriano teria relatado uma ameaça que sofreu. Ele estava se relacionando com uma mulher e o já teria a ameaçado, dizendo que ela não iria viver com mais ninguém, só com ele. O casal já estaria há mais de dois meses junto.

Uma outra hipótese seria uma briga que Adriano teria ‘comprado' após o irmão ser agredido. Para se vingar, ele teria também agredido o suspeito. Apesar disso, a família não soube afirmar qual a motivação do assassinato.

Irmão de Adriano foi morto 3 meses depois

Três meses depois, o irmão de Adriano, Carlos Henrique, foi morto a tiros também por uma dupla em moto. Crime ocorreu em 22 de outubro, no bairro Universitário da Capital.

A Perícia Técnica da Polícia Civil recolheu 12 capsulas dos tiros feitos pela dupla. Carlos foi ferido com oito tiros, sendo cinco no rosto e três nas costas. Ele estava com a família – esposa e filha – e parou para comprar salgado quando foi surpreendido.

Assim como Adriano, Carlos também foi morto na frente da filha. A polícia segue com a investigação dos casos.