Polícia

‘Arqueiro’ do PCC preso com granadas e lista de faccionados é condenado a 27 anos

Documentos revelaram quartel-general montado na fronteira

Renata Portela Publicado em 07/07/2021, às 14h07

Granadas e armas foram apreendidas na casa de Edimar
Granadas e armas foram apreendidas na casa de Edimar - (Divulgação, PF)

Preso pela Polícia Federal desde o dia 25 de junho de 2020, na Operação Exílio, Edimar da Silva Santana, o ‘Arqueiro’, foi condenado a 27 anos, 3 meses e 15 dias de prisão. Liderança do PCC (Primeiro Comando da Capital), Edimar foi detido com armamento na casa em que morava, além de granadas, e também uma lista com nomes de faccionados.

A Operação Exílio rendeu várias denúncias pelo MPF (Ministério Público Federal). Edimar foi denunciado junto com Daiz Nanze de Oliveira Queiroz e Patrick Moura Valdez, por crimes como integrar organização criminosa, posse ou porte ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas e tráfico de armas.

Conforme a sentença do juiz federal Etiene Coelho Martins, não restou comprovada a prática de tráfico internacional de armas. Apesar de se tratar de facção criminosa instalada na fronteira entre Brasil e Paraguai, a apreensão das armas de fogo não comprovou tal crime. No entanto, configura porte ou posse ilegal para os três réus.

Já o tráfico de drogas foi comprovado, sendo que foram apreendidos na casa de Edimar 503,9 quilos de maconha. Ele confessou que era proprietário da droga e apenas para Patrick não foi configurado tal crime. O ‘Arqueiro’ do PCC ainda foi denunciado por uso de documento falso. Isso porque usava documentação em nome de outra pessoa, já que estava foragido.

Batizado pelo PCC

Segundo apurado pelo MPF, Edimar era batizado e atuava como resumo da disciplina na facção criminosa, subordinado a Giovanni Barbosa, o ‘Bonitão’, atualmente também preso. Na casa dele foram apreendidos 4 fuzis, 2 pistolas, 3 granadas, carregadores, munições e droga, além de uma lista com contatos de faccionados do PCC.

A partir do documento, foi identificado o ‘quartel-general’ montado pelo PCC na região de fronteira, com mais de 170 nomes. Edimar era responsável por guardar as armas e as drogas da organização criminosa. Considerado liderança do PCC, ele estava foragido do sistema prisional de São Paulo. Já quanto aos outros réus, Daiz e Patrick, não houve provas suficientes de que integram o PCC.

Sentença

Patrick Moura foi condenado por porte e uso de arma de fogo, a 4 anos e 6 meses de reclusão, a serem cumpridos inicialmente em regime semiaberto. Já Daiz Nanze de Oliveira foi condenada por porte e uso de arma de fogo e tráfico internacional de drogas, totalizando 12 anos e 2 meses de reclusão em regime inicial fechado.

Edimar foi condenado pelo porte e uso de arma de fogo, tráfico internacional de drogas, uso de documento falso e integrar organização criminosa armada e transnacional. A pena definitiva somou 27 anos, 3 meses e 15 dias, em regime fechado.

Outro alvo da Operação Exílio, Luiz Guilherme Dutra Toppam, o ‘Coxinha’, foi recentemente condenado a 7 anos e 6 meses de prisão. Ele era considerado próximo a outra liderança da facção na fronteira, Hubert Felipe dos Santos Freitas, atualmente foragido e na lista de procurados da Interpol.

Jornal Midiamax