Polícia

Sargento investigado na Máfia dos Cigarreiros tem audiência na próxima semana

Ricardo Figueiredo segue preso acusado de tentar obstruir investigações ao destruir celulares

Richelieu Pereira Publicado em 30/05/2018, às 12h33 - Atualizado às 12h34

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Acusado de envolvimento na ‘Máfia dos Cigarreiros’ em Mato Grosso do Sul, o 2º sargento da Polícia Militar e ex-assessor da Secretaria de Estado de Governo Ricardo Campos Figueiredo participará de audiência no próximo dia 5 de junho. Nesta data, serão ouvidas testemunhas na ação penal militar em que ele é acusado de obstruir as investigações por tentar destruir provas.

Ricardo está entre os 21 policiais militares presos durante a operação Oiketikus, desencadeada pela Corregedoria da PMMS e pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado). A investigação apura suposto esquema em que policiais cobravam propina para facilitar a entrada de produtos contrabandeados no Estado.

O sargento chegou a ser preso no dia 16 de maio, quando a operação foi deflagrada. Ao ser abordado, destruiu dois celulares e xingou os colegas, o que o levou à prisão por descumprir decisão da Justiça Militar e obstrução da Justiça. Foi solto logo depois, mas retornou à prisão por ordem do TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) que revogou o habeas corpus.

Os 21 policiais seguem presos, sendo que Ricardo completa nesta quinta-feira (31) uma semana em cárcere após retornar ao Presídio Militar Estadual, de acordo com a assessoria da PM.

No próximo dia 5 de junho, ele e mais duas testemunhas participam de audiência em que serão interrogadas pelo juiz Alexandre da Silva, às 14h50, na Auditoria Militar Estadual em Campo Grande.

Máfia dos cigarreiros

A Operação Oiketikus contou com a participação de 125 policiais militares e nove promotores de Justiça, que atuaram na capital e em quinze outros municípios do interior, principalmente nas fronteiras.

As cidades fazem parte da chamada “rota cigarreira”, utilizada para o transporte clandestino de cigarros contrabandeados do Paraguai e vendidos por preços mais baratos, sem impostos.

Policiais integrantes da máfia, suspeitos de cobrar propina para facilitar a passagem do cigarro contrabandeado do país vizinho para cá, foram presos durante a Operação. Eles foram encaminhados ao presídio militar de Campo Grande.

Jornal Midiamax