Mais de 3 anos depois, estudante que matou segurança atropelado vai a júri

O caso aconteceu no em maio de 2012 na Avenida Afonso Pena 
| 13/01/2016
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Mais de 3 anos depois, estudante que matou segurança atropelado vai a júri

O caso aconteceu no em maio de 2012 na  

No dia 31 de maio de 2012, Lays Mariane Oliveira da Silva ficou viúva, com um filho de pouco mais de um ano para criar. O marido foi morto quando voltava para casa e a moto em que estava foi atingida pelo veículo dirigido pelo estudante Richard Ildvan Gomide Lima, à época com 21 anos. Três anos e meio depois, surge para ela a esperança de ver a punição pelo crime. Depois de um imbróglio envolvendo a indefinição sobre onde o caso seria julgado na Justiça Estadual, o Tribunal de Justiça decidiu que será na Vara do Tribunal do Júri, o que significa possibilidade de uma pena mais severa para o rapaz.

O crime que tirou a vida do segurança Davi Del Vale Antunes aconteceu no semáforo que fica em frente ao Shopping Campo Grande, na Avenida Afonso Pena. Ele saia do bar em que trabalhava e ia para casa em sua motocicleta, quando foi atropelado pela veículo Punto dirigido por Richard. O rapaz voltava de um motel, em alta velocidade e embriagado.

Com o impacto, David foi lançado a 38 metros de distância e morreu no local. A moto foi parar a quase 60 metros do ponto de colisão. O estudante tentou fugir depois do acidente, mas foi obrigado a parar por causa de problemas mecânicos no carro. Na data, Richard foi preso em flagrante e depois de 43 meses pode ser finalmente julgado.

Ainda sem data marcada, foi definido que em 2016 o rapaz irá para júri popular. A decisão aconteceu depois de um mudança de entendimento sobre o caso, solicitada por um magistrado. No dia 15 de abril de 2015 o juiz titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Aluízio Pereira dos Santos, determinou que o processo fosse remetido para uma das varas da justiça comum por julgar o caso conforme as novas leis de trânsito.

Na época alegou que “não existe o homicídio por dolo eventual no trânsito e por isso os réus desses processos não podem ser levados a júri popular”. O caso foi encaminhado para a 1ª Vara Cível de Competência Residual, onde depois de analisar o processo, Roberto Ferreira Filho entendeu  que é necessária a decisão do júri.

Um novo procedimento foi instaurado e o caso devolvido à 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande. Agora cabe ao júri condenar ou não Richard pelo crime de homicídio doloso. A pena ainda pode ser definida como homicídio culposo, ou seja, quando não há intenção de matar.

 

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