Tão fofos quanto os irresistíveis vídeos de gatinhos, os vídeos de um pitbull que vive em Campo Grande (@pitbull_aredes) estão ganhando o coração de gente de todo o Brasil no Instagram. O nome do cão é Aredes, em homenagem ao falecido pai de sua tutora, e ele mora com outros três “irmãos” da mesma raça – Valentina, Ávila e Aragorn.

Suélem Aredes é a “mãe” do pet. Mais recente entre os integrantes caninos da família, a estrela da rede social ganhou como nome o sobrenome que a dona herdou do homenageado, porque chegou com a missão de substituir o sentimento de luto pela alegria.

A depressão pela perda já se arrastava por um ano e deixava a flha sem nenhum ânimo para viver. Foi aí que o jeito “criança” de Aredes tomou conta da casa e da vida dela. O cachorro foi presente de um ex-namorado que, já conhecendo a raça e sabendo como ela poderia ser amável, quis ajudar Suélem a atravessar o momento de dificuldade.

Quando chama por Aredes, ela lembra do pai. “É como se ele estivesse aqui dentro da minha casa comigo. É um alento para mim”, conta. O pitbull, além disso, é como se fosse o neto do ente querido. “É meu filho! Se comporta como um bebê e encanta todo mundo pela docilidade”, afirma.

Interação com “avó” engaja

O que mais encanta os seguidores de Aredes nas redes sociais é ver sua rotina e acompanhar o contato tranquilo com a mãe de Suélem, que tem 73 anos. A amorosidade e simplicidade da relação dos dois rende bastante engajamento ao perfil, que na última semana alcançou mais de 2 milhões de contas o Instagram.

Sobre a simplicidade da idosa, a tutora explica: “É que minha mãe é uma pessoa simples que, embora alfabetizada, troca palavras e é muito espontânea na comunicação com os bichos”.

Já Suélem tem como característica a expansividade, que ela também acredita ajudar no engajamento. “Sou dessas pessoas que fala alto, praticamente gritando, e trato meus cachorros igualzinho criança”, define.

De um lado presentes, de outro, preconceito

De tão amado, o cão recebe presentes dos seguidores, inclusive os de outros estados. “Na semana passada, chegaram pelos Correios brinquedos e um comedor especial que ele, inclusive, estava sem por ter comido”, conta a dona.

Suélem relata ter atendido um pedido inusitado de uma fã de Macaé, no Rio Janeiro, que viajava para Bonito. “Ela perguntou se tinha como vê-lo um pouco. Eu coloquei o Aredes no carro e levei até o aeroporto de Campo Grande. Eles se encontram e o ‘meu filho’ ficou muito alegre com isso”, lembra.

Mas o perfil do cão não escapa do julgamento de quem desconfia da raça. Muitos a consideram potencialmente agressiva e comentam sobre isso. “Isso é um tabu. Tudo depende de como você trata o pitbull, se você o alimenta bem, se dá carinho. O tratamento é que vai determinar como ele vai ser. Tenho quatro e sei bem disso”, rebate Suélem.

Vídeos como os que ela “beija” Aredes também recebem comentários ruins. “Me xingam. Chamam de suja, porca e relaxada. Não entendem”, diz a tutora. A reação é da minoria, no entanto.