O momento é de relaxar… vamos assistir a um filme? Eu compro aquela pipoca amanteigada “sabor cinema” e você a bebida, pode ser? O início do diálogo mostra que a tecnologia trouxe tudo, do VHS ao streaming, os filmes podem ser assistidos em casa, a famosa pipoca feita no micro-ondas e tudo mais. Mas e a magia do cinema? Esta acho impossível ser copiada. Só quem frequenta sabe o quanto é diferente.

‘Engolidos’ pelas grandes redes, os cinemas foram sumindo ano a ano. Alguém aí imagina que Campo Grande já teve dezenas espalhados no Centro e em bairros? Que reuniam milhares de pessoas, em extensas filas e com o dinheiro – em cruzeiros – trocadinho para entrar na sessão, paquerar, confraternizar ao lado dos amigos e até embalar futuras histórias de amor?

Casal se conheceu há 27 anos, na porta do Cine Campo Grande,. Foto: Henrique Arakaki/Jornal Midiamax
Casal se conheceu há 27 anos, na porta do Cine Campo Grande,. Foto: Henrique Arakaki/Jornal Midiamax

É o caso da professora Marilei Teresinha Matielli Arakaki, de 51 anos. Foi na porta do extinto Cine Campo Grande, localizado na Rua 15 de Novembro, região central da cidade, que os olhos dela se cruzaram com a pessoa que seria o amor da sua vida, o funcionário público aposentado Alberto Arakaki, de 69 anos. Atualmente, comemoram bodas de prata juntos, dois filhos… e o cinema? Jamais deixaram de ir, tanto como casal ou juntamente com os filhos.

“Eu conheci o cinema aqui em Mato Grosso do Sul aos 16 anos. Também fui com o pessoal do trabalho, no Rio de Janeiro, mas ia mais com o meu irmão, até então na antiga rodoviária. A gente só descobria o filme quando chegava lá, sempre lotado, com extensas filas. Os amigos frequentavam ali também, a gente ficava no escuro e geralmente depois saía para tomar um sorvete na antiga Cacimba”, comentou Marilei.

Nossos olhos se cruzaram na porta do cinema, diz professora

Marilei anotou em agenda o dia exato que conheceu o futuro marido, em 1995, após sessão de cinema. Foto: Henrique Arakaki/Jornal Midiamax
Marilei anotou em agenda o dia exato que conheceu o futuro marido, em 1995, após sessão de cinema. Foto: Henrique Arakaki/Jornal Midiamax

Mesmo não sendo fã de terror, Marilei falou que assistia com o irmão. “Tá valendo, eu pensava. E numa dessas idas ao cinema alguém mostrou minha foto ao Alberto e ele falou que queria me conhecer. Nesse momento eu não estava. Quando o vi pela primeira vez, me lembrei que já tinha avistado ele no shopping e até pensei: ‘Com esse eu casava’. Só que nossos olhos se cruzaram mesmo, pela primeira vez, no cinema”, relembrou.  

A data do encontro ficou eternizada: 26 de junho de 1995. Ao chegar em casa, Marilei preencheu uma folha na agenda com três palavras “Conheci o Alberto”. “Eu estava com uma blusa vermelha, calça preta e ele todo social. Nós assistimos Coração Valente e ele colocou a mão no meu ombro, foi aquela emoção. Depois, eu e meu irmão ligamos para nossa mãe, avisando que a gente ia atrasar um pouco e, naquele dia, ele já me pediu em namoro”, contou.

Professora diz que sempre frequentou cinemas, com marido e depois com os filhos. Foto: Henrique Arakaki/Jornal Midiamax
Professora diz que sempre frequentou cinemas, com marido e depois com os filhos. Foto: Henrique Arakaki/Jornal Midiamax

O pedido, segundo ela, foi quando Marilei deu uma carona para o Alberto, até o condomínio onde ele morava. “Nossos encontros continuaram sendo no cinema e fiquei muito triste quando vi o Cine Campo Grande fechado. Nós íamos sempre e continuamos indo após os filhos. Eles assistiam desenhos, fazíamos passeios na praça, era muito legal”, disse.

Com a chegada do VHS, a professora diz que diminuíram os passeios aos cinemas, porém, ela relata que nunca deixou de ir por conta da magia. “É algo especial, diferente. No meu caso mais ainda, porque encontrei o meu grande amor lá. Se eu pudesse, gostaria de reabrir o Cine Campo Grande. Passo lá, vejo abandonado, me dá uma tristeza”, lamentou.

Arlinda Garcia Granja também iniciou o namoro, com Sílvio Granja, no Cine Estrela, localizado no bairro Santo Amaro. Na ocasião, entrou uma cobra pela porta lateral do cinema, que estava aberta, já que a refrigeração era deficiente. Segundo ela, foi uma gritaria e a sessão precisou ser suspensa até a cobra ser encontrada. Até a data ficou guardada na memória: 5 de janeiro de 1970.

“Estava iniciando o filme, houve uma gritaria no recinto, muita gente correndo para as saídas. As luzes se acenderam e a sessão parou. Uma cobra entrou por uma porta lateral, que fora aberta para auxiliar na ventilação precária do cine. Depois de um tempo, encontraram o réptil e a exibição foi reiniciada numa boa. Só não recordo qual era o filme. Naquele ano, foi quando o Brasil foi tricampeão mundial de futebol, no México”, comentou.

Engenheiro tem ‘memórias afetivas’ e histórias engraçadas nos cinemas

Estudioso do assunto, o engenheiro aposentado Celso Higa, de 68 anos, possui memórias impressas, digitais e fotográficas dos cinemas sul-mato-grossenses, em especial Campo Grande. Além, é claro, de memórias afetivas e momentos engraçados, já que ele frequentou cinemas com os pais, a futura esposa e amigos, contabilizando muitas histórias.

No decorrer da vida, Celso também percorreu livrarias, sebos e montou até uma espécie de museu em casa, na Vila Sobrinho, em Campo Grande, com diversos livros sobre a cultura sul-mato-grossense e o cinema.

“Eu não sou historiador, mas, sempre gostei muito destes assuntos nas minhas horas vagas e me tornei curador do cinema japonês. Grande parte deste interesse surgiu quando trabalhava na área de energia e ocorria a construção da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil por aqui. Tenho até um pedaço do trilho como lembrança. Aliás, tenho um quarto aqui em casa só para minhas coisas e muitos documentos relacionados ao cinema”, explicou.

Celso possui muitas memórias sobre os cinemas de Mato Grosso do Sul. Foto: Henrique Arakaki/Jornal Midiamax
Celso possui muitas memórias sobre os cinemas de Mato Grosso do Sul. Foto: Henrique Arakaki/Jornal Midiamax

O primeiro a ser relatado por Celso é o extinto Cine-teatro Santa Helena, inaugurado em 1929, na rua Dom Aquino, na capital sul-mato-grossense. Embora considerado um local de prostíbulo e bebedeira, o local atravessou gerações e arrebatava multidões, incluindo os momentos em que transmitia filmes de faroeste.

“Eu ia primeiro com os meus pais. Toda sexta tinha filme japonês por lá, então, tive a influência deles e depois ia com os amigos. E com o tempo fui me interessando cada vez mais por este assunto, até que comecei a comprar livros e fazer coisas que avivassem a cultura japonesa. Após um tempo, um dos diretores do MIS [Museu da Imagem e do Som] viu esse trabalho e me chamou para ajudar nas pesquisas, assim como a Marinete [Pinheiro, jornalista e cineasta]. Agora, já está na quinta edição de uma curadoria”, falou.

Comunidade japonesa se reunia para assistir samurai contra samurai

Pesquisador possui documentos sobre o cinema japonês, em Campo Grande. Foto: Henrique Arakaki/Jornal Midiamax
Pesquisador possui documentos sobre o cinema japonês, em Campo Grande. Foto: Henrique Arakaki/Jornal Midiamax

No caso dos filmes japoneses, por exemplo, Higa ressaltou que os áudios eram em japonês e a legenda em português. “A comunidade japonesa sempre se uniu de alguma forma e todo mundo conhecia quem era da alfaiataria, da quitanda e da barbearia, por exemplo. E essas pessoas se reuniam para prestigiar filmes, geralmente de samurai contra samurai. Quem frequentava, também recebia um jornal para saber de toda a programação do Cine Santa Helena”, explicou.

Quase vinte anos antes, do Santa Helena, é que teria ocorrido a inauguração do primeiro cinema de Campo Grande, o Cine Brasil. No livro Sala de Sonhos – Memórias dos cinemas de Mato Grosso do Sul – a data da primeira transmissão, ao ar livre, seria 1910, ano contestado por Celso Higa.

Marinete Pinheiro escreveu livro sobre toda a cultura envolvendo cinema no Estado. Foto: Arquivo Pessoal
Marinete Pinheiro escreveu livro sobre toda a cultura envolvendo cinema no Estado. Foto: Arquivo Pessoal

“Nas minhas pesquisas isso ocorreu no ano de 1912, três anos depois do arruamento e de todo o progresso que isso trouxe para a cidade. Aliás, todo este progresso começou a ser vislumbrado a partir de outubro de 1907, na época em que uma comissão passou pela cidade com a intenção de fazer levantamento topográfico da estrada de ferro”, explicou.

Dois anos depois, os cinemas já haviam feito um percurso, de Miranda e Corumbá, por exemplo. “Era o cinema do Pedutti, que iniciou lá por 1950 e tinha até um música que marcava a abertura do cinema dele. Em todos os filmes tinha. Por aqui também tinha o Cine Ideal, que ficava na rua 7 de setembro, entre a 14 e a 13. Outro cinema era o Rio Branco, na 13 de maio com a Afonso Pena, onde hoje é um posto da Copagaz. Aliás, dizem que até hoje existem resquícios da construção”, falou.

Outro antigo cinema em Campo Grande é o Cine Alhambra, que existia na Avenida Afonso Pena. “O Santa Helena acredito que foi o mais popular destes todos. Tinha a sessão somente para juntar troco e a gente adorava brincar com quem queria ir ao banheiro no meio do filme. A pessoa passava naquele assoalho de madeira, fazia barulho e, como estava tudo escuro, a gente ficava falando coisas, bagunçando”, relembrou.

Em estreia de filme de terror, ambulância ficou na porta e senhor passou mal

Imagem de estreia de um filme de terror, em Campo Grande, foi recentemente restaurada recentemente. Foto: Henrique Arakaki/Jornal Midiamax
Imagem de estreia de um filme de terror, em Campo Grande, foi recentemente restaurada recentemente. Foto: Henrique Arakaki/Reprodução

Ao falar dos gêneros de filmes, Higa fala de uma história inusitada ocorrida no Cine Estrela, no bairro Santo Amaro. “O cinema ganhou este nome por conta de uma padaria que tinha ao lado, de nome Estrela. O dono emprestou o nome para o cinema e empresta até cadeira, quando precisava. Uma vez ele foi exibir o filme Drácula, o vampiro da Noite. Uma ambulância precisou ser estacionada na frente do cinema e um senhor passou mal, foi socorrido lá. Eu lembro que também tinha muita poeira, uma vez até achei que era da imagem do filme, tipo o nosso 3D de hoje”, brincou.

A jornalista, cineasta, produtora cultural e escritora, Marinete Pinheiro, autora do livro Sala de Sonhos, também ressalta que as salas de cinema, durante várias décadas, foram os principais espaços de lazer para os campo-grandenses. Em seus estudos, ressalta que o cinema foi trazido em 1910, pelo italiano Raphael Orrico, que pretendia apresentar ao – até então Arraial de Santo Antônio de Campo Grande – a inédita forma de comunicação de imagens.

Anunciados por rojões, filmes eram exibidos ao ar livre e público tomava chocolate quente

Uma das extintas salas de cinema, em Campo Grande. Foto: Henrique Arakaki/Jornal Midiamax
Uma das extintas salas de cinema, em Campo Grande. Foto: Henrique Arakaki/Jornal Midiamax

Foi aí que ele instalou, sob a copa das árvores, o Cine Brasil. Projetados em um grande pano branco, os filmes eram exibidos nas paredes do Hotel Democrata, na travessa Lydia Bais, onde atualmente vemos somente a igreja Santo Antônio. As pessoas sentavam em tábuas e, em algumas ocasiões, precisavam até levar as próprias cadeiras. No entanto, sempre tinha algum aventureiro que subia em árvores para assistir aos filmes. Marcado para às 20h, eram anunciados por foguetes e rojões e o público tinha chocolate quente e conhaque servido pelo Chiquinho do Hotel Democrata. Outra curiosidade: a energia para o filme era um motor, movido a gasolina ou querosene.

Ainda conforme Marinete, que fala sobre o assunto no site CPCB (Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro), outro personagem marcante para a época foi o paulista e caixeiro viajante Francisco de Barros, o “Chico Phonografo”. No ano de 1903 ele trouxe para a quermesse de Santo Antônio um aparelho com uma manivela, capaz de girar fitas de celulóide com figuras que produziam pequenas histórias vistas por um orifício.

Nove anos depois, conforme também relato por Higa, tivemos aqui a inauguração do Cine Ideal, pela empresa Nepomuceno & Barros, na Rua 7 de Setembro, quase esquina com a 14 de Julho, sendo este considerado o primeiro cinema fechado de Campo Grande.

Sala de cinema trancada após fechamento, em Campo Grande. Foto: Henrique Arakaki/Jornal Midiamax
Sala de cinema trancada após fechamento, em Campo Grande. Foto: Henrique Arakaki/Jornal Midiamax

Logo depois, o uberabense Bertolino Ferreira de Oliveira inaugurou, em 1914, o Cine Rio Branco, localizado na Rua 13 de Maio, e que posteriormente foi vendido a Santiago Solari. Este cine funcionava num pequeno salão alugado e se prestava à diversão local. Em 1918, Campo Grande foi elevado à categoria de cidade. A chegada da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (atual Novoeste) fez com que a cidade despontasse como a de maior crescimento do antigo Estado de Mato Grosso. É nesse contexto que Valentin dos Santos inaugura, em 1920, o Cine Guarani, segundo a cineasta.

No caso deste cinema, as instalações eram de teatro com camarotes, considerado um luxo para a época. Houve troca de donos, o cinema foi reformando e ganhou novo nome: Cine Central. Além de filmes, peças de teatro amadores também ocorriam ali. O concorrente à altura para este lugar veio surgir somente após mais de uma década. O Cine Trianon, em 1932, foi um marco cultural para sociedade da época. O endereço dele é onde se encontra hoje a Galeria São José.

Sala de cinema passou a exibir filmes pornográficos após diminuição do público. Foto: Henrique Arakaki/Jornal Midiamax
Sala de cinema passou a exibir filmes pornográficos após diminuição do público. Foto: Henrique Arakaki/Jornal Midiamax

No entanto, pouco antes, a cidade também tinha ganhado o Cine Santa Helena, em um endereço considerado “ponto de jogatinha, prostíbulos e bebedeira”, de acordo com Marinete. O dono, no entanto, quis dar uma cara nova ao endereço. O cinema tinha 1,3 mil lugares e mudou de proprietário em 1937, quando Saad resolveu vendê-lo para Félix Damus. Este, por sua vez, fez uma reforma e instalou equipamentos importados da Europa, sendo o primeiro a exibir de filmes com som e imagem simultâneos. Um deles foi Deve ser Amor (1920), com atriz principal Collen Moore.

Em 1937, Karim Bacha inaugurou o Cine-teatro Alhambra, na Avenida Afonso Pena. Para muitos, este foi o cinema mais significativo e ponto de encontros amorosos. Prova disso é o casal Tarcísio Dal Farra e Nelly Hugueney, que também se conheceu na porta do cinema e morou ao lado por mais de três décadas, administrando os cines Alhambra, Rialto, Santa Helena, Plaza, Center e o Auto Cine. Isso perdurou por um período, até a demolição para a construção de um hotel.

Capital teve cinema com 800 lugares e público tinha que usar roupas chiques

Celso mostrando alguns dos precursores do cinema. Foto: Henrique Arakaki/Jornal Midiamax
Celso mostrando alguns dos precursores do cinema. Foto: Henrique Arakaki/Jornal Midiamax

Outro cinema relevante em Campo Grande foi o Cine Rialto, instalado na Rua Antônio Maria Coelho. Este tinha uma arquitetura simples, 800 lugares e ficou marcado por longas filas. Na época, o rádio ainda era coisa de gente privilegiada e televisão nem existia. Foi assim até a década de 50, quando o público reduziu muito e houve uma reforma, transformando o local em cinema de luxo, com cadeiras de estofado e exigência de roupas chiques por parte do público.

Com o passar do tempo e reforma do Cine Alhambra, este cinema perdeu grande parte do público. Em 1972, a capital também ganhou o Cine Estrela. Mesmo distante, atraía público, porém, fechou após seis anos. O bairro Nova Campo Grande, na mesma época, ganhou uma sala de cinema, considerada “monumental” na década de 70. O prédio inclusive foi levantado pelo tenente da FEB (Força Expedicionária Brasileira) Ubirajara Ortega, com a ajuda de sua esposa, Adelina Arce Ortega, e de um pedreiro. No local, as exibições encerraram no ano de 1982, ainda conforme Pinheiro.

No mesmo período, em 1976, começaram a funcionar os cinemas Plaza e Center, ambos instalados dentro do terminal rodoviário de Campo Grande. Logo no lançamento do filme Os Trapalhões no Planeta dos Macacos, homens, mulheres e crianças formaram enormes filas. No estacionamento, localizado no subsolo, era difícil encontrar uma vaga. O Cine Plaza ficou de 1977 a 1993. Ele tinha sala de espera, ar-condicionado e um american bar que possibilitava às pessoas assistirem ao filme e, ao mesmo tempo, conversarem sem atrapalhar a plateia acomodada nas cadeiras normais.

Chegada do videocassete reduziu frequência do público nos cinemas

A televisão, depois o videocassete, o DVD e o streaming. Tudo isso foi reduzindo, ano a ano, drasticamente a frequência do público nos cinemas. Com isso, os donos de cinemas passaram a amargurar dívidas e muitos exibiam o mesmo filme durante longo período ou então fecharam.

Alguns, no entanto, encontraram outro nicho, como o Center que começou a exibir somente filmes pornográficos. Depois, grandes redes se instalaram aqui: Cinemark, Cinépolis e UCI. Um século após a primeira exibição, muita coisa mudou. Agora a magia do cinema, o escurinho do cinema, como já canta Rita Lee, essa é impossível ser imitada. E você, também ama um cineminha, uma pipoquinha, uma boa companhia ao lado e muita, mas muita imaginação? Conte sua história pra gente!

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