O número de mulheres em disputa por algum cargo nas Eleições Gerais deste ano é 46,5% maior do que no último pleito, em 2010. Em Mato Grosso do Sul, 34,74% dos candidatos registrados para cargos da proporcional são do sexo feminino, enquanto no País o índice atinge 29,73%.

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) registrou, até o momento, 128 candidatos a deputado federal, sendo 36,5% mulheres, e 416 a estadual, 34% do sexo feminino. Do total, 544 registrados, 34,74% são mulheres.

Os dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostravam que no universo de quase 25 mil candidatos em todo o Brasil, 7.407 são do sexo feminino, representando 29,73% do total de concorrentes em 2014. Na Eleição de 2010, eram 5.056 candidatas (22,43%).

A disputa para deputado federal e estadual registrou o maior número de mulheres candidatas: juntos os postos somaram 7.237 candidaturas, 2.404 a mais do que em 2010. Nas eleições deste ano, 2.057 mulheres (30,45%) irão concorrer nas vagas abertas ao cargo de deputado federal.

Nos estados, o número também é expressivo, com 4.880 candidaturas femininas (30,04%) que disputarão as vagas nas assembleias legislativas. Em ambos os casos observa-se um crescimento de cerca de 50% de candidaturas femininas em 2014, na comparação com as Eleições Gerais de 2010. Para o cargo de deputado distrital, serão 300 mulheres na disputa em 2014 (29,91%). Em 2010, 224 mulheres concorreram ao cargo (25,33%).

Senado

Já na disputa por uma vaga ao Senado Federal, a situação será diferente neste ano. A renovação será de um terço das 81 cadeiras. Em 2010, dois terços da Casa foram renovados. Apesar de o número total de candidaturas ter sido superior naquele ano, com 272 contra os 181 registrados em 2014, o número de candidatas mulheres se manteve praticamente estável: em 2010, foram 36 candidatas e, neste ano, 35 concorrem no pleito.

No Estado, dos seis candidatos ao Senado, apenas um é mulher: a vice-governadora Simone Tebet (PMDB). Dos 12 registros para suplência de senador (1ª e 2 ª), apenas a primeira suplente na chapa do PT, Leocádia Aglae Petry Leme (PDT), vai defender o time feminino.

Governo

A participação feminina na disputa ao cargo de governador neste ano também se manteve equilibrada na comparação com a Eleição Geral anterior. As mulheres representaram cerca de 10% do total de candidatos para a vaga nos dois pleitos. Em 2014, serão 17 candidatas aos governos estaduais. Situação parecida foi observada no caso de candidatos a vice-governador, 43 candidaturas em 2014 contra 42 em 2010.

Em MS, não terá mulheres em cabeça de chapa na disputa pela sucessão estadual. Por outro lado, metade dos candidatos a vice são do sexo feminino. Pastora Janete (PSB) compõe a chapa do PMDB, de Nelsinho Trad. Professora Rose (PSDB) forma chapa pura com Reinaldo Azambuja (PSDB). Virginia Magrini (PP) também integra chapa do mesmo partido com Evander Vendramini (PP).

Na eleição de 2010, os três postulantes ao cargo de governador de MS escolheram vices mulheres. O governador André Puccinelli (PMDB) conseguiu a reeleição com Simone Tebet (PMDB); o ex-governador Zeca do PT tentou voltar ao comando do Estado ao lado de Tatiana Ujacow (hoje Rede); e Nei Braga (PSOL) dividiu a chapa com Ivone Teodoro (PSOL).

Presidência

Para o cargo de presidente da República, nas eleições deste ano, num total de 11 registros apresentados à Justiça Eleitoral, dois são do sexo feminino (18,18%). Já para a ocupação de vice-presidente o número é maior: quatro mulheres vão disputar a vaga (36,36%). Em 2010, o número total de concorrentes ao cargo máximo do Executivo era menor, com nove candidatos, sendo duas candidatas mulheres. Na disputa pela Vice-Presidência, apenas uma mulher disputou a vaga naquele ano.