Pessoas que precisam pegar o ônibus na Praça Ary Coelho nesta sexta-feira (26), feriado de aniversário de Campo Grande, reclamam que faltam vendedores do cartão de ônibus nos pontos, já que a partir de hoje é de uso obrigatório o cartão para pagamento da tarifa nos ônibus articulados que circulam na Capital.

A resolução dificultou a volta para casa do autônomo Marco dos Santos, de 38 anos. “Eu não sabia sobre o passe. Agora vou ter que esperar um ônibus não articulado para poder ir para casa, que estou só com dinheiro e não tem ninguém aqui vendendo cartão”, disse.

Por falta de um cartão, a camareira Solange Faustino, de 33 anos, tem dois. “É para não ter erro”, brinca. Mas ela se preocupa com quem não tem. “Se passa um articulado a pessoa não pode pegar. Aí ela espera o ônibus menor, perde o articulado e demora a chegar em casa só porque não tem como comprar? Não é justo”. 

Tatiana de Oliveira, de 30 anos, que estava voltando para casa depois de ver o desfile cívico desta manhã, questiona. “E quem é de fora, como faz? Não tem nem nada informando por aqui sobre o cartão”. 

A intenção da resolução, segundo o prefeito, é eliminar o uso de dinheiro nos veículos do transporte coletivo campo-grandense. No entanto, alguns usuários acham que a medida prejudica quem não tem o cartão, atingindo o direito de ir e vir e a soberania da moeda nacional.

Atualmente circulam em Campo Grande 45 veículos articulados, que fazem as linhas troncais, interligando os principais terminais de transbordo. Os ônibus que fazem as linhas mais perigosas, onde os assaltos aos coletivos são corriqueiros, também estavam inseridos na ideia original, mas não foram incluídos no decreto.

O cartão pode ser solicitado no endereço http://www.assetur.com.br/vendaseRecargas.php?Tab=3. (Com informações de Éser Cáceres).