A cerca de 40 quilômetros da área urbana da Capital, núcleo industrial sente falta de lazer e infraestrutura urbana

A população do Distrito de Indubrasil, localizado na saída para Aquidauana, a cerca de 40 quilômetros da área central de Campo Grande, reclama da falta de opção de lazer, tanto para os adultos quanto para a as crianças. Ao Midiamax, que esteve ontem na inauguração de reformas de escola na localidade, com cerca de 21 mil habitantes, moradores disseram que precisam de um parque.

Vera Lúcia, presidente da Vila Secco Tomé, que integra o Distrito, disse que há dois anos existe um projeto na prefeitura, para a construção da praça; porém, tal projeto “ainda não saiu do papel”. “Aqui a gente não tem muito opção. Falaram que iam construir nossa praça, mas até agora nada”, afirmou a moradora.

O Distrito de Indubrasil conta com pequeno playground para as crianças. Porém, os poucos brinquedos estão danificados e precisando de manutenção. A pequena Stephani Aparecida, 10 anos, conta que sua irmã se machucou ao brincar no parquinho. “Ela desceu no escorregador e acabou ralando o braço. Lá está estragado”, disse.

Luana Rocha, 12 anos, acha que o local é insuficiente para todas as crianças que moram na região, e que o playground precisa de cuidados. “ A grade do parquinho tem que ser consertada para que os cachorros não fiquem entrando na areia. Eles podem transmitir doenças”, destacou a estudante que sonha com uma praça cheia de árvores.

Não são apenas as crianças que sentem a falta de uma área de lazer. O casal de comerciantes, Meire e Sebastião, queria um local adequado para atividades físicas. “Aqui não tem uma praça, um local para fazermos caminhada. Vamos ter que arriscar a vida e caminhar perto da rodovia”, afirma Meire, que mora no bairro há 10 anos.

Outro motivo de reclamação dos moradores é o mau cheiro provocado pelos caminhões estacionados em frente à fábrica da empresa ADM. Segundo Sebastião, quando chove no estacionamento, que não tem pavimentação asfáltica, o cheiro é insuportável, pois junta a lama com a água utilizada na limpeza dos veículos. “Tem dia que a gente não aguenta o cheiro forte aqui”, afirmou.

A falta de asfalto em partes do bairro também consta da lista de reclamação dos moradores. A dona de casa Rosenilda Aparecida, 32 anos, disse que, quando chove, muitas ruas ficam intransitáveis. “Esses dias o ônibus teve que fazer outro caminho, pois a rua que ele tinha que passar estava tomada pela lama”, informou. A moradora acredita que esse é um dos principais problemas de infraestrutura do Indubrasil.