O corredor bioceânico, já em fase final, trará um salto evolutivo para quando se fala em turismo. Nessa quinta-feira (26), durante seminário voltado ao assunto, o Ministro da carreira diplomática do Ministério das Relações Exteriores, João Carlos Parkinson de Castro, ressaltou que ocorrerá mais um empreendimento com lojas de departamento e um cassino também será construído, ambos na região de Porto Murtinho, a 443 km de .

“Também será muito mais rápido e eficiente para um turista paraguaio passar um final de semana em Bonito, por exemplo. É um momento em que empresários estão se movimentando para construir hotéis e melhorar a oferta hoteleira em . E, neste momento, inclusive, ocorre uma iniciativa para melhorar o serviço hospitalar. É importante que a saúde avance e esteja compatível com o avanço”, afirmou João Carlos.

Além de explanar sobre cargas, movimentação de produtos e melhoria da infraestrutura de Porto Murtinho e Corumbá, João Carlos tocou em um ponto que considera muito importante. “Estas são cidades que demandam, com todo direito, maior dinamismo e tem o direito de crescer e oferecer mais de qualidade para os seus cidadãos, então, acho que o grande benefício do corredor é trazer expectativa e otimismo para o nosso cidadão e impactá-lo individualmente”, disse.

Ministro debateu modelo alfandegário da rota (Graziela Rezende, Midiamax)

Sobre a Capital de Mato Grosso do Sul, João Carlos fala que a cidade se tornará “mais multicultural e internacional”. “Eu vejo, com muita satisfação, sementes de empreendedorismo se desenvolvendo no Estado. É o jovem não só ambicionando ser funcionário do Estado, mas, sobretudo, ser empreendedor, construir a sua riqueza, construir sua empresa, criar trabalhos e, com isso, obviamente, estaremos levando mais atividades produtivas para essas cidades”, argumentou o Ministro.

Neste momento, Castro falou que é essencial os jovens buscarem aprender uma segunda língua. “É o momento de entender que, aqui não temos ilhas, mas, fazemos parte do mundo, de uma região mais dinâmica e espero também que nos corações de nossos cidadãos floresça o sentimento de que nós somos sul-americanos. Aqui há um déficit muito grande deste sentimento, que é muito forte na Europa. Até mesmo um montanhês suíço se sente um europeu, um japonês se sente asiático, mas, o brasileiro não se sente sul-americano ainda, e com essas iniciativas, espero implantar essa semente em cada um… e que a nossa região se fortaleça e sejamos capazes de atuar como bloco e aí teremos mais força, mais voz e, sobretudo, seremos mais ouvidos”, finalizou.

Modelo alfandegário em discussão

Ministro palestrou em evento voltado para o assunto
Seminário Rota Biocêanica (Graziela Rezende, Midiamax)

O ‘Seminário de instrumentos de trânsito internacionais para dinamizar o Corredor Bioceânico’ reúne autoridades brasileiras, sul-americanas e empresários do setor, nessa quinta (26) e sexta-feira (27).

Já na abertura, houve o destaque para o potencial competitivo do corredor. “Será um mercado de R$ 180 milhões de consumidores, esses corredores irão dinamizar as exportações brasileiras na região de fronteira. Esse corredor é fonte de inveja para outros estados que admiram o avanço que vem ocorrendo na região de fronteira”.

Ponte que liga Brasil e Paraguai deve ficar pronta em 2025

Ponte
Obras da ponte do Rio Paraguai (Divulgação, Semadesc)

Considerada o portal de entrada do corredor internacional, a obra da ponte sobre o Rio Paraguai, entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, deve ficar pronta em dois anos. A obra que ligará as cidades de Carmelo Peralta (PY) e Porto Murtinho (BR) superou os 30% de execução, segundo o último laudo da empreiteira.

“Na parte brasileira, a previsão é que a ponte seja finalizada no primeiro semestre 2025, o último bloco do Transchaco já foi licitado e obras começaram no segundo semestre de 2023”, disse o ministro.

A ponte terá 1.294 metros e investimento de US$ 85 milhões, o que, segundo o governo do Estado, deve refletir positivamente na economia de Porto Murtinho, uma vez que a cidade está recebendo capital privado em investimentos na rede hoteleira e estrutura para receber caminhoneiros e oficinas.