O prazo para regularizar o cadastro do Bolsa Família encerrou na última quarta-feira (28) e mais de 75 mil beneficiários ainda não atualizaram os dados cadastrais em Campo Grande. De 115.197 pessoas cadastradas, apenas 39.229 atualizaram o acompanhamento, o que corresponde a 34% dos beneficiários.

Até o dia 20 de julho, oito dias antes do fim do prazo, mais de 91 mil beneficiários ainda não haviam realizado a atualização semestral de saúde exigida pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. A atualização visa destinar de forma correta os recursos públicos, como acesso à vacina, saúde e educação.

Conforme a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), apesar da baixa adesão, a não atualização cadastral não acarreta perda imediata do benefício. Para isso acontecer, o beneficiário precisa deixar de atualizar os dados por dois semestres consecutivos.

Para evitar a perda do benefício, é imprescindível se atentar aos prazos de atualização cadastral para o próximo semestre. Em Campo Grande, 74 unidades básicas de saúde da família realizam o serviço nas sete regiões urbanas da cidade.

Por meio do endereço https://campograndems é possível localizar a unidade de saúde mais próxima.

Novo Bolsa Família

Em vigor desde o início de 2023, o programa social voltou a se chamar Bolsa Família. O valor mínimo de R$ 600 foi garantido após a aprovação da Emenda Constitucional da Transição, que permitiu a utilização de até R$ 145 bilhões fora do teto de gastos previsto para o ano, dos quais R$ 70 bilhões são destinados a custear o benefício.

Quais as condições para permanecer no programa?

As famílias devem cumprir alguns critérios para permanecer no programa, compromissos nas áreas de saúde e de educação. São eles:

  1. Exigência de frequência escolar para crianças e adolescentes entre 4 e 17 anos.
  2. Acompanhamento pré-natal para gestantes.
  3. Acompanhamento nutricional (peso e altura) das crianças até seis anos.
  4. Manutenção do caderno de vacinação atualizado.
  5. A nova versão do Bolsa Família tem um valor de renda para entrada. O programa passou a incluir famílias com renda de até R$ 218 por pessoa – aumento em relação à faixa de pobreza, que era de até R$ 210 por pessoa.

O valor adicional de R$ 150 começou após um pente-fino no CadÚnico (Cadastro Único), com objetivo de evitar fraudes. Neste mês de junho, foi iniciado o pagamento adicional de R$ 50 por gestante, por criança de 7 a 12 anos e por adolescente de 12 a 18 anos.