O incêndio que atingiu a Casa do Albergado, na manhã deste sábado (18), em Campo Grande, causou danos na estrutura do prédio e destruiu dois pavilhões. O prédio será interditado para reforma e os internos vão para regime domiciliar e uso de tornozeleira eletrônica.

Segundo o diretor-presidente da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário e Mato Grosso do Sul) Rodrigo Rossi Maiorchini, o incêndio começou em um ventilador provavelmente causado por um curto-circuito, mas a perícia vai analisar o caso.

Em torno de 100 presos estavam na unidade no momento do incêndio e, conforme a Agepen, foram liberados para regime domiciliar e na próxima semana devem usar tornozeleira eletrônica. O prédio deve passar por reformas.

De acordo com o 2° Tenente Felipe Bandeira, do Corpo de Bombeiros, foram usados 6 mil litros de água, quatro viaturas e 12 militares para conter as chamas que atingiram dois pavilhões do presídio de regime aberto.

Parte do teto de dois pavilhões despencou e as chamas ainda causaram rachaduras nas paredes. Esses dois pavilhões ficarão interditados, segundo os Bombeiros. As causas do incêndio serão investigadas pela perícia.

Incêndio na Casa do Albergado (Marcos Erminio, Midiamax)

Prédio foi evacuado

Em torno de 100 albergados foram retirados de dentro da Casa do Albergado e ficaram nas ruas, contidos por policiais do Batalhão de Choque. O presídio de regime aberto está localizado no cruzamento das ruas Américo Marquês e Carmelo Dutra, que chegaram a ser interditados.

O incêndio chegou a ameaçar a estrutura do Suale (Superintendência de Alimentação Escolar), que é o local onde são armazenados os alimentos da merenda escolar de Campo Grande. Mas de acordo com a prefeitura de Campo Grande, as chamas não chegaram a causar danos no prédio.

Internos flagrados pulando muro de presídio

Recentemente o Jornal Midiamax noticiou a fuga recorrente de internos do presídio de regime aberto, no Lar do Trabalhador. Pelas imagens é possível ver quando dois internos sobem pelos muros através do que seria uma corda feita com lençóis. Nos muros do presídio não há cercas e nem grades para dificultar a fuga

Uma moradora, que não quis se identificar por medo, disse ao Jornal Midiamax que vê pessoas (internos) se escondendo em um terreno baldio que fica aos fundos do presídio. A rua aos fundos é sem iluminação, o que fica mais perigoso para quem se aventura a andar no bairro. 

Ela disse que vive trancada em casa por medo dos internos que pulam os muros, e, com isso, vários roubos e furtos são cometidos na região. “Única solução é trocar de lugar o presídio”, disse a moradora. 

Jornal Midiamax entrou em contato com a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) para saber sobre a situação, e foi informado através de uma nota que outras melhorias estão sendo feitas na unidade. Confira a nota na íntegra: “A unidade, que é de regime aberto, passou por uma série de melhorias estruturais para reforço da segurança, entre eles ampliação no sistema de vigilância com câmeras. Outras melhorias estão sendo providenciadas.”

Incêndio na Casa do Albergado (Marcos Erminio, Midiamax)