A greve dos motoristas dos transporte coletivo de , neste terça-feira (21), foi um prato cheio para o bolso dos motoristas de aplicativo. Sem os ônibus, a população precisou usar meios alternativos para chegar ao trabalho.

“Em três horas de trabalho fiz 200 reais. Geralmente, dependendo do dia, para fazer esse valor eu demoro horas”, disse o autônomo Michael Chamorro, de 37 anos, que está no ramo há 3 anos. Ele começa cedo todos os dias e se surpreendeu com as consequência da greve.

“Sempre acordo e a 1ª coisa que eu olho é o mapa de dinâmico. Antes de eu olhar hoje, um colega postou no grupo que os ônibus estavam de greve. Corri e olhei o mapa. Vi que estava bombando, acelerei e já saí”, contou ele ao Jornal Midiamax.

(Foto: Fala Povo/ Jornal Midiamax)

Assim como Michael, a população campo-grandense foi pega de surpresa com a falta de ônibus circulando. Muitos tiveram qe recorrer ao transporte alternativo, como corridas de aplicativo, táxis e mototáxis, caronas e até vans coletivas.

Dia farto

Segundo o profissional, normalmente faz R$ 300 diariamente, dependo das horas trabalhadas. Nesta terça, o faturamento foi mais de R$ 400, no bruto. “Hoje trabalhei bem menos e rodei bem menos quilômetros. Logo, gastei menos e desgastei menos o carro”, explicou.

“Não trabalhei no horário de pico da tarde. Não foi bom. Desisti. Engraçado que não tinha ônibus, mas o das corridas não subiu”, contou. Empresários tiveram que quebrar a cabeça para decidir como os funcionários iam voltar para suas casas.

Por conta da greve dos motoristas de ônibus de Campo Grande, muitos trabalhadores tiveram que abrir o bolso e arcar com um transporte alternativo por conta própria, nesta terça-feira (21). Pagando de motorista de aplicativo até vans, a população é quem arca com esses custos? Confira aqui a resposta.

Quando os ônibus voltam?

O desembargador federal do Trabalho, André Luís Moraes de Oliveira, já determinou que o sindicato dos trabalhadores do transporte coletivo de Campo Grande mantenha 80% da frota dos ônibus em circulação. Caso não atenda à decisão, a pena será diária de R$ 200 mil.

A ação foi protocolada pelo Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo e Urbano de Passageiros de Mato Grosso do Sul na manhã desta terça-feira (21), junto ao TRT-24 (Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região), para barrar a greve dos motoristas do Consórcio Guaicurus.

Greve dos ônibus

As garagens das empresas de ônibus de Campo Grande amanheceram fechadas, na manhã desta terça, por conta da greve deflagrada pelo sindicato dos motoristas de ônibus do Consórcio Guaicurus. Na garagem da Viação Campo Grande, no bairro Ana Maria do Couto, apenas alguns funcionários do administrativo estavam no local.

Já na Viação São Francisco, na avenida Euler de Azevedo, apenas funcionários da manutenção, que também foram dispensados, ainda estavam no local por volta das 8 horas.

Segundo informações, os motoristas do serviço de transporte coletivo também foram surpreendidos pela greve. Quando os trabalhadores chegaram para dar início ao expediente, por volta das 4 horas, foram dispensados. Eles foram informados que os ônibus não rodam em Campo Grande hoje.

Nas garagens, os veículos nem chegaram a ser configurados com o nome dos bairros que deveriam rodar nesta data. As placas que indicam o itinerário também não foram colocadas nos veículos. As quatro garagens das empresas de transporte coletivo ficaram fechadas, segundo o STTCU-CG (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo e Urbano de Campo Grande).