Ainda sem ônibus nas ruas, os trabalhadores foram pegos de surpresa nesta terça-feira (21) com a greve dos motoristas em . No fim do dia, os comerciantes buscam soluções para garantir a volta para casa dos funcionários que conseguiram chegar cedo para trabalhar.

Com 24 funcionários que usam o transporte público para irem trabalhar, Natalino dos Santos, subgerente de um supermercado na Chácara Cachoeira, disse que a solução é a caravana por carro de aplicativo. Ele explica:

“Como a maioria dos funcionários aqui moram no Tiradentes e no Noroeste, vamos separar em oito grupos de 3 pessoas cada e chamar oito corridas por aplicativo. Aí vão deixando nos seus endereços. Se amanhã não tiver ônibus, vai ser assim também, já temos o esquema preparado”, disse.

Greve

Campo Grande amanheceu sem ônibus circulando pelas ruas com a deflagração ‘de última hora' da greve dos motoristas de ônibus. O alegou estar em dificuldade financeira, apesar de receber repasse mensal de R$ 1 milhão da prefeitura.

O fechamento das garagens, no entanto, foi deliberada pela direção do STTCU-CG (Sindicato dos Trabalhadores em e Urbano de Campo Grande) na noite desta segunda, sem realização de assembleia.

Demétrio Freitas, presidente do sindicato, disse ao Jornal Midiamax que a situação “chegou no limite” e que as garagens não serão abertas nesta terça.

Decisão judicial

O desembargador federal do Trabalho, André Luís Moraes de Oliveira, determinou que o sindicato dos trabalhadores do transporte coletivo de Campo Grande mantenha 80% da frota dos ônibus em circulação. Caso não atenda à decisão, a pena será multa diária de R$ 200 mil.

A ação foi protocolada pelo Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo e Urbano de Passageiros de Mato Grosso do Sul na manhã desta terça-feira (21), junto ao TRT-24 (Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região), para barrar a greve dos motoristas do Consórcio Guaicurus, que paralisaram o transporte público mais cedo em Campo Grande.

Conforme o desembargador, a greve deflagrada sem aviso prévio pelo STTCU-CG não atende aos requisitos legais previstos na Constituição. Assim, “a greve foi deflagrada sem observância aos ditames legais, sendo, prima facie, abusiva”, pontuou o magistrado na decisão.