A manifestação contra o resultado da eleição presidencial de 2022 completa 14 dias neste domingo (13) em Campo Grande. O público segue em frente ao CMO (Comando Militar do Oeste). 

Cerca de 30 pessoas protestam pacificamente no canteiro central da Avenida Duque de Caxias, usando camisas amarelas e portando bandeiras do Brasil. O flui normalmente.

Hoje, há caminhões, tratores e caminhonetes estacionados, alguns ainda ocupam o canteiro da pista, próximo à entrada do CMO. Tendas abrigam os manifestantes do sol e, eventualmente, da chuva dos últimos dias.

Decisão do STF obriga desobstrução de vias públicas

Na sexta-feira (11), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, estendeu para todo o País a determinação para liberar vias públicas que estejam bloqueadas por manifestantes. As polícias Federal, Rodoviária Federal e Militar devem tomar as medidas necessárias para dispersar o público.

Moraes ressaltou que fatos trazidos aos autos por órgãos de segurança pública realçam a razão das determinações. Segundo ele, a persistência dos atos em todo país recomenda a extensão da decisão cautelar “a quaisquer fatos dessa natureza em curso em todo o território nacional”.

Ele determinou, ainda, a identificação dos veículos utilizados para bloquear as vias, para que possam ser aplicadas multas de R$ 100 mil por hora aos proprietários, e das empresas e pessoas que descumprirem a decisão mediante apoio logístico e financeiro aos manifestantes.

Vizinhos pediram à Câmara fim dos protestos

Moradores do entorno do CMO entregaram um ofício à Municipal de Campo Grande, na sexta-feira (11), pedindo a retirada dos manifestantes que se concentram na região. 

Vizinhos reclamam de barulho e mudança na rotina com os protestos de eleitores inconformados com o resultado das eleições presidenciais do Brasil.

Cerca de 13 pessoas estiveram na Câmara para entregar o documento com a reclamação. Segundo uma servidora pública de 56 anos, que preferiu não se identificar por medo de retaliação, as manifestações têm atrapalhado quem mora na região. A maior reclamação é do barulho em qualquer hora do dia.

“Eles [manifestantes] cantam hino o dia inteiro. Os animais se assustam com fogos de artifício, os carros sobem na calçada, atrapalha a locomoção para quem está chegando ou saindo de casa. Atrapalha a rotina, desde que começou o protesto não tem paz”, relatou.