Dia das Mães sem 'treta': psicólogas dizem como evitar brigas na data

Política, visão de mundo, princípios éticos divergentes, histórias mal resolvidas. Tudo pode ser motivo para conflito no Dia das Mães
| 07/05/2022
- 13:30
Dia das Mães sem 'treta': psicólogas dizem como evitar brigas na data
(Foto: Ilustrativa/Getty Images)

é uma data de união, não só com as mães, mas com a inteira. Muitas famílias orbitam em torno das mães, que representam o elo entre os familiares de diferentes núcleos.

Porém, assim como adoráveis, esses encontros podem acarretar vários desentendimentos entre os entes. Isso pode acontecer, segundo os psicólogos, por vários motivos. Pode ser política, visão de mundo, princípios éticos divergentes, histórias mal resolvidas que emergem em meio aos encontros e contextos específicos desses.

Segundo a psicóloga Thaiana Brotto, especialista em relações de família, quando existem conflitos não resolvidos, é muito provável que haja um distanciamento emocional da família, acarretando uma disfunção psicológica tanto dos pais quanto dos filhos.

A falta de comunicação, que comumente é o fato gerador desses conflitos, somada à dificuldade de solucionar os problemas familiares, pode acarretar diversos fatores negativos tanto para o relacionamento amoroso dos pais como na criação dos filhos.

Como evitar briga no Dia das Mães?

Para evitar conflito durante os encontros do Dia das Mães, conforme outra especialista, a psicoterapeuta Gleicy Mello Lescano, é preciso ter respeito acima de tudo. "Dito que o Dia das Mães é uma data de comemoração em relação ao 'amor' já que a maternidade tem esse significado".

Sobre os choques naturais de gerações, ela conta que, ao contrário do que se pensa, as diferenças podem ser usadas em benefício da união.

"As gerações sempre vão se encontrar e o fantástico é que podemos ter uma troca de conhecimento. É importante as pessoas saberem que essa reunião é para confraternizar e um dia para essa reunião no qual podemos encontrar quem amamos".

A respeito dos assuntos objeto de discórdia, como política, visão de mundo, princípios éticos divergentes, Gleicy também apela para a consciência individual de que as diferenças existem e sempre é preciso ceder um pouco.

"Nunca vamos conseguir escolher a mesma religião, partido político e dentre outras diferenças, mas podemos respeitar o momento de união e lembrar dos momentos bons que compartilhamos um com os outros. Se o respeito prevalecer, essa reunião será agradável".

Em muitos casos, os desentendimentos não nascem da reunião, mas precedem o encontro da família. Neste caso, para evitar o conflito, o ideal é que as desavenças sejam resolvidas antes.

"Se ambas as partes quiserem, dependendo do contexto da desavença, seria importante uma conversa assertiva antes desse encontro, pois a tendência das pessoas quando estão em lugares com mais pessoas é criar uma armadura e no que poderia se resolver, pode se tornar algo mais grave".

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