Cotidiano

Bar da Afonso Pena que desobedeceu toque alega que aguardava clientes finalizarem consumo

Na mesma noite outros cinco estabelecimentos foram lacrados

Thatiana Melo e Renata Portela Publicado em 22/06/2021, às 10h51

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Após ter seu estabelecimento lacrado, na noite do último sábado (19), em Campo Grande, o empresário de 37 anos, dono do Bar Kiwi Tropical que foca nos altos da Avenida Afonso Pena, em nota lamentou a abordagem e alegou aguardar os clientes finalizarem consumos, por isso, ainda havia pessoas no interior do local. 

Na nota, o proprietário ainda afirmou que não tiveram nenhum tipo de defesa, já que os agentes entraram pelas portas dos fundos alegando que a casa estava em funcionamento após as 21 horas. Ainda segundo a nota publicada nas redes sociais do estabelecimento, a alegação de que todas as normas são cumpridas.

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Bar lacrado

Segundo o boletim de ocorrência, o estabelecimento funcionava fora do horário permitido, em desrespeito ao toque de recolher vigente, a partir das 21h. Pelo menos 15 pessoas estavam no bar quando a fiscalização chegou. O proprietário estaria “muito alterado” e dizendo que a ação era “arbitrária e ilegal”.  Ele ainda teria ameaçado rasgar a autuação, prometeu processar os envolvidos e disse que prefeito e governador são “uns bosta”.

O empresário também tentou intimidar os guardas municipais quando foi informado de que seria levado para a delegacia. Gehlen afirmou que os agentes “iam ver”, pois ele seria amigo “do secretário e do comandante”.

O homem foi autuado por desacato e infração à medida sanitária vigente na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro. O bar foi interditado pela Vigilância Sanitária. Outros cinco estabelecimentos foram lacrados entre a noite do dia 19 e madrugada do dia 20.  

Jornal Midiamax