PM estima 30 mil e organizadores falam de 60 mil nas ruas da Capital

Manifestantes fecharam 6 quadras da Afonso Pena
| 28/04/2017
- 18:22
PM estima 30 mil e organizadores falam de 60 mil nas ruas da Capital

Manifestantes fecharam 6 quadras da Afonso Pena

A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul estima que 30 mil pessoas participam nesta sexta-feira (28) da Geral em Campo Grande. Segundo a assessoria da Fetems, a organização do evento estimou 60 mil pelas ruas. A passeata, que começou na Rua 15 de Novembro, segue pela Rua 14 de Julho, Antônio Maria Coelho e vai para a Assembleia Legislativa.

De acordo com a assessoria de comunicação da Polícia, há um drone auxiliando a monitorar e contabilizar o manifesto. Toda a greve segue pacífica pela cidade, sem nenhuma ocorrência.

Muitos manifestantes usaram o trio elétrico para reclamar das condições de trabalho. Os deputados estaduais Pedro Kemp e Amarildo Cruz (PT) e os federais Zeca (PT) e Dagoberto Nogueira (PDT) usaram o palanque para fazer discursos.

As faixas pelo manifesto, que parou na Praça do Rádio e retornará na Assembleia Legislativa, exibem “Fora Temer”, “Não acabem com a nossa aposentadoria”, e também pedem aos senadores que não aprovem o projeto, que passou nesta semana na Câmara Federal.

 

 

Passeata

A Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) estendeu a bandeira e abriu a manifestação pelas ruas com trio elétrico.

A Polícia Militar orienta o trânsito e faz a segurança da passeata. Alunos, professores, e diversos profissionais lotam as ruas da cidade. Ainda não há estimativa de quantas pessoas estejam participando do manifesto.

Até o momento, o deputado estadual Amarildo Cruz (PT), Pedro Kemp (PT) e o deputado federal Zeca do PT e Dagoberto Nogueira (PDT) são os políticos que participam da passeata.

Pessoas ‘comuns’ apoiam e participam, avisando que “não são partidários”. Em uma farmácia do cruzamento, trabalhadores disseram que são a favor da manifestação por conta da reforma da previdência e trabalhista. “Se tirarem a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), somente o acordo coletivo vai gerar discrepância. Vai sempre a palavra do patrão contra o empregado”, disse um deles.

A ACP (Sindicato Campo-Grandense de Professores) chegou para se juntar aos trabalhadores que já estavam no Centro, sob gritos de “Fora Temer”. Juntos, eles avançam pela Avenida Afonso Pena.

A segurança na região é feita desde 7 horas por 200 homens da Guarda Municipal e Polícia Militar, mas até o momento o clima é pacífico.

Os primeiras a comparecer foram os professores, que chegaram em caravanas de ônibus – a maioria de cidades do interior. Por causa do ato, 90% das escolas públicas de Mato Grosso do Sul estão sem aula, avalia a Fetems (Federação do Trabalhador em Educação de Mato Grosso do Sul).

No local há também há dezenas de trabalhadores da Seesvig/MS (Sindicato dos Empregados das Empresas de Segurança e Vigilância) que transportam valores. De acordo com o presidente do sindicato, Celso Adriano Gomes da Rocha, 70% da categoria cruzou os braços nesta sexta-feira, o restante continua trabalhando sob liminar da Justiça.

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