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Papa diz que aborto é “pecado grave” mas autoriza padres a darem perdão

Perdão poderia ser dado por bispos, mas Papa extendeu a padres

Joaquim Padilha Publicado em 21/11/2016, às 14h29

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Perdão poderia ser dado por bispos, mas Papa extendeu a padres

Em uma carta apostólica chamada Misericordia et Misera, o Papa Francisco disse nesta segunda-feira (21) que o aborto continua a ser um "grave pecado", mas que "não existe algum pecado que a misericórdia de Deus não possa alcançar".

"Quero reiterar com todas as minhas forças que o aborto é um grave pecado, porque põe fim a uma vida inocente; mas, com igual força, posso e devo afirmar que não existe algum pecado que a misericórdia de Deus não possa alcançar e destruir, quando encontra um coração arrependido que pede para se reconciliar com o Pai", disse o Papa.

A carta marca o encerramento do Ano Jubilar da Misericórdia. O anúncio do Papa alarga por mais tempo a possibilidade de bispos e sacerdotes perdoarem o pecado do aborto, concedida em dezembro de 2015.

"Para que nenhum obstáculo exista entre o pedido de reconciliação e o perdão de Deus, concedo a partir de agora a todos os sacerdotes, em virtude do seu ministério, a faculdade de absolver todas as pessoas que incorreram no pecado do aborto", escreveu Francisco.

Segundo o padre Gerardo dos Reis Mata explicou à BBC Brasil, durante o Ano Jubilar da Misericórdia, o perdão ao aborto foi concedido a bispos e padres "em situações especiais". Porém, o Papa concedeu essa faculdade a todos os sacerdotes. Apesar de o Ano Jubilar ter acabado no dia 20 de novembro, a possibilidade de perdão continua.

Francisco ainda apelou na carta à promoção de uma "cultura de misericórdia, com base na redescoberta do encontro com os outros: uma cultura na qual ninguém olhe para o outro com indiferença, nem vire a cara quando veja o sofrimento dos irmãos".

"Não ter trabalho nem receber um salário justo, não poder ter uma casa ou uma terra onde habitar, ser discriminados pela fé, a raça, a posição social… estas e muitas outras são condições que atentam contra a dignidade da pessoa", continua o líder da Igreja Católica.

(sob supervisão de Evelin Araujo)

Jornal Midiamax