O MPMS (Ministério Público Estadual) deferiu o pedido para que Arthur Torres Navarro, que matou em um acidente de trânsito o motoentregador Hudson de Oliveira Ferreira, na noite do dia 22 de março do ano passado, pague pensão alimentícia para os filhos da vítima. O empresário dirigia um Porsche a 89 km/h quando atropelou Hudson, fugindo do local sem prestar socorro.
A decisão é do dia 31 de março, quando o MPMS deferiu o pedido de tutela antecipada no valor de R$ 4.216 aos filhos do motoentregador. “Condenar os Requeridos a pagarem a título de alimentos a importância de 04 (quatro) salários mínimos mensais aos Requerentes, sendo os alimentos devidos da data do óbito até a data em que o de cujus completaria 75 (setenta e cinco) anos de idade.”.
A promotora Cristina Beraldo de Andrade assinou a decisão. Arthur virou réu por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Ele também é acusado de omissão de socorro, já que fugiu do local do acidente. O carro de luxo estava a 89 km/h quando atropelou Hudson. O motoentregador, inclusive, gravou um áudio desesperador para a esposa pedindo que fosse até o local do acidente o mais rápido possível naquela noite.
Após o acidente, Hudson foi socorrido e encaminhado para a Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada do dia 24 de março.
Porsche a 89 km/h
Na época do acidente, a delegada Priscilla Anuda, da 3ª Delegacia de Polícia Civil, falou sobre a análise das imagens e a perícia através da fotogrametria que detectou que o Porsche estava com velocidade duas vezes maior que a permitida para a via, que é de 40 km/h.
A delegada afirmou que o Porsche estava a 89 km/h e agora a polícia espera outros dois laudos, sendo um deles do local do acidente de forma indireta para análise das imagens.
Acidente filmado
O empresário foi filmado por câmeras de segurança dirigindo o carro de luxo em alta velocidade após o acidente. Porém, durante depoimento na delegacia, ele teria mentido sobre a velocidade no momento em que atropelou o motociclista.
Ele disse que não estava em alta velocidade e que não havia ingerido bebidas alcoólicas. “Não imaginei que poderia ser algo grave”, contou ao final de seu depoimento.
Arthur ficou com o Porsche parado de sexta a domingo, quando levou o carro para a casa do irmão e a peça danificada para um martelinho. Para tentar justificar isso – enquanto a polícia o procurava –, o empresário alegou que seu pai e seu irmão também fazem uso do veículo e que o deixou em sua garagem no fim de semana.
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