Reunião marcada para amanhã deve sinalizar mudanças no Aeroporto Internacional de Campo Grande

Projeto arquitetado para organizar os taxistas do Aeroporto Internacional de Campo Grande é analisado pela Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) e Prefeitura de Campo Grande. A proposta visa ampliar o número de pistas e cobrir a área para beneficiar tanto os 38 taxistas do aeroporto como demais motoristas que passam pelo terminal.

Paulo Bento, diretor de planejamento e projeto da Seintrha (Secretaria Municipal de Transporte e Habitação), conta que, caso a ideia seja aprovada, duas pistas serão destinadas somente para os taxistas. Delas, uma será somente para embarque e desembarque de passageiros. Na outra ficarão os carros enfileirados, à espera dos clientes.

“Hoje os taxistas só têm uma via destinada a eles, mas ela é compartilhada por van e carros particulares. Isto causa tumulto nos horários de picos”, explica.

A discussão acerca do projeto envolve hoje taxistas, Seinthra e também Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito). Nesta terça-feira (27), uma reunião com representantes da Prefeitura e da Infraero deve ocorrer para sinalizar o início das mudanças. A princípio, caso seja necessário somente fazer um reordenamento viário, o Executivo municipal deve arcar com as despesas. No entanto, se for preciso remover caixas de transmissão localizadas na entrada do aeroporto, haverá nova discussão para definir o responsável pelas obras.

“Ainda devemos colocar mais uma travessia elevada para os pedestres. As mudanças não vão interferir no estacionamento coberto”, sintetiza Paulo. O diretor da Seintrha adianta ainda que, assim que o projeto for aprovado, as obras devem ser concluídas dentro de 120 dias.

Caos no desembarque

Além de carros particulares ocuparem a área destinada aos taxistas, a falta de sinalização compromete a organização dos mesmos.

“Do outro lado ficam mais taxistas, aqui perto da entrada ficam somente cinco. Mas tem horários em que pousam mais de cinco aviões e isto aqui vira um caos, porque misturam taxistas, carros particulares e até vans. Muitos acabam brigando por perderem a vez”, explica uma taxista.

Ela relata ainda que, por conta de vários voos chegarem todos de uma só vez, o atual número de taxistas acaba não atendendo a demanda. A situação, porém, não ocorre constantemente.

“As pessoas reclamam que falta taxistas no aeroporto, mas não é isso. O que ocorre é que os voos são regulados pela Anac e chegam aqui todos juntos. As vezes cinco aviões de uma vez só, são muitos passageiros”, detalha.

A ideia de ampliar o número de faixas agradou alguns motoristas, mas outros querem também que sejam inseridas placas com informações de onde começa e termina a fila dos carros. De acordo com alguns taxistas, o problema da ‘mistura’ de carros particulares com taxistas foi minimizado com a presença de guardas municipais e agentes da Agetran.