A protocolada na semana passada contra o vereador Carlos Roberto Segatto, o Tucura (PTB), será lida na sessão desta segunda-feira (13) na Municipal de Rio Brilhante. Ele foi flagrado em uma conversa gravada na Casa articulando um suposto esquema de ‘rachadinha’, repasse de salários entre assessores.

Diante das denúncias apresentadas contra Tucura, o presidente do Legislativo Municipal, Paulo César Alves (MDB), convocou a 1ª suplente Elenir Escobar do Nascimento (PTB) para participar da sessão que acontece nesta segunda-feira (13).

O titular petebista estaria articulando um suposto esquema de ‘rachadinha’, repasse de salários entre assessores.  Durante a conversa, foi proposta a divisão dos salários dela e de outro assessor, já que ambos trabalhariam em períodos diferentes.

A mulher, que denunciou inicialmente o caso, alertou o vereador e o colega que a situação configuraria crime de peculato. Em outro trecho da gravação, a ex-assessora negocia uma forma de fazer a “rachadinha” sem despertar a atenção das autoridades.

A ideia levantada é de entregar o dinheiro em espécie para “não deixar rastros”, ao que a mulher responde: “O de vocês, vocês não querem deixar na reta né? O meu também não vai ficar”.

O vereador Rodrigo Laboissier (PSDB) denunciou o caso na sessão desta semana da Câmara. Ele chama a atenção dos colegas e garante que vai levar os áudios ao (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul).

“Ouvi umas porcarias, que são crimes políticos! Se não levarmos para frente um processo de cassação, quero ver como vamos responder à nossa população de 40 mil pessoas”, discursou.

Laboissier relata ainda que três colegas já sabiam do caso e não teriam levado a denúncia ao público. Além disso, ele lamenta supostos comentários homofóbicos dos quais teria sido alvo. “Se as pessoas não têm coragem nessa Câmara, eu vou ter”, disparou. 

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