Após greve, prefeita diz que reunião na sexta-feira vai discutir aumento da passagem de ônibus

A prefeita Adriane Lopes (Patriota) disse que reunião com representantes do Consórcio Guaicurus e do Governo do Estado na próxima sexta-feira (24) vai discutir reajuste na tarifa do transporte coletivo de Campo Grande.
A informação foi dada após reunião na tarde desta terça-feira (21) para discutir sobre aumento de repasse ao Consórcio Guaicurus, no mesmo dia em que motoristas deflagraram greve após não receber vale de 40% do salário este mês.
“Até a próxima sexta-feira (21) vamos sentar e buscar uma alternativa sobre o repasse. Buscamos uma solução juntos e valorizando os usuários do transporte coletivo. Vão discutir aumento da passagem na reunião de sexta”, declarou Adriane.
Ainda conforme a prefeita, o Estado será convidado para participar das discussões. “Temos alunos da rede estadual que são mais de 50% que utilizam o transporte público”, disse.
Sobre avaliação do contrato, Adriane disse que “ainda é cedo para falarmos de rompimento do contrato”.
O presidente da Agereg (Agência Municipal de Regulação), Odilon Júnior, disse que o governo do Estado foi convidado para a reunião desta terça, mas não compareceu.
O procurador-geral do município, Alexandre Ávalo, avaliou que o município está fazendo de tudo “para não repercutir na tarifa”.
Greve
Campo Grande amanheceu sem ônibus circulando pelas ruas com a deflagração ‘de última hora’ da greve dos motoristas de ônibus. O Consórcio Guaicurus alegou estar em dificuldade financeira, apesar de receber repasse mensal de R$ 1 milhão da prefeitura.
O fechamento das garagens, no entanto, foi deliberada pela direção do STTCU-CG (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo e Urbano de Campo Grande) na noite desta segunda, sem realização de assembleia.
Demétrio Freitas, presidente do sindicato, disse ao Jornal Midiamax que a situação “chegou no limite” e que as garagens não serão abertas nesta terça.
Decisão judicial
O desembargador federal do Trabalho, André Luís Moraes de Oliveira, determinou que o sindicato dos trabalhadores do transporte coletivo de Campo Grande mantenha 80% da frota dos ônibus em circulação. Caso não atenda à decisão, a pena será multa diária de R$ 200 mil.
A ação foi protocolada pelo Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo e Urbano de Passageiros de Mato Grosso do Sul na manhã desta terça-feira (21), junto ao TRT-24 (Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região), para barrar a greve dos motoristas do Consórcio Guaicurus, que paralisaram o transporte público mais cedo em Campo Grande.
Conforme o desembargador, a greve deflagrada sem aviso prévio pelo STTCU-CG não atende aos requisitos legais previstos na Constituição. Assim, “a greve foi deflagrada sem observância aos ditames legais, sendo, prima facie, abusiva”, pontuou o magistrado na decisão.