Política

TSE volta a julgar recurso que pode levar a novas eleições para prefeito em Bandeirantes

Eleito sub judice, Álvaro Urt (DEM) recorre a fim de reverter impugnação e conseguir tomar posse

Jones Mário Publicado em 05/08/2021, às 19h04

Álvaro Urt, prefeito eleito sub judice em Bandeirantes pelo DEM
Álvaro Urt, prefeito eleito sub judice em Bandeirantes pelo DEM - Reprodução/Facebook

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) vai voltar a analisar o recurso contra a impugnação da candidatura do prefeito eleito sub judice em Bandeirantes, Álvaro Urt (DEM). O julgamento virtual recomeça no próximo dia 13.

O agravo regimental de Urt está travado desde março, quando o ministro Tarcisio Vieira de Carvalho Neto pediu vistas do processo. O pedido é feito, geralmente, quando o julgador quer mais tempo para analisar o feito.

O relator do recurso, ministro Alexandre de Moraes, já havia votado para manter a impugnação ao registro de candidatura do democrata nas eleições de 2020. Ele foi acompanhado por Edson Fachin e Luis Felipe Salomão. O plenário do TSE tem sete ministros.

Uma eventual derrota de Álvaro Urt na instância máxima da Justiça Eleitoral pode levar à convocação de eleições suplementares para prefeito em Bandeirantes. Foi o que aconteceu em Sidrolândia e Paranhos este ano.

A sessão virtual de julgamento começa no dia 13 e termina no dia 19 de agosto.

Álvaro Urt é investigado por desvios na prefeitura

Álvaro Urt venceu as eleições de novembro do ano passado com 50,63% dos votos válidos. Mas, menos de dois meses antes, o então prefeito havia sido cassado pela Câmara de Vereadores, após o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) deflagrar a Operação Sucata Preciosa. A ofensiva investigou emissão de notas fiscais frias no serviço de manutenção da frota de veículos da prefeitura.

Com a cassação, o TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral) barrou o registro de candidatura de Urt, que recorreu. Em dezembro do ano passado, o ministro Alexandre de Moraes rejeitou a investida e ainda declarou prejudicado o pedido liminar. Então, o democrata recorreu novamente.

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