Política

Assembleia aprova Moção de Pesar aos familiares de policiais civis mortos por bandido

Os deputados estaduais de Mato Grosso do Sul aprovaram Moção de Pesar aos familiares de Antônio Marcos Roque da Silva, de 39 anos e Jorge Silva dos Santos, de 50 anos, os policiais civis mortos por bandidos em Campo Grande, no fim da tarde de terça-feira (9). Eles criticaram a Lei de Abuso de Autoridade.  […]

Renata Volpe Publicado em 10/06/2020, às 12h12 - Atualizado às 12h21

Foto: Divulgação | Alems
Foto: Divulgação | Alems - Foto: Divulgação | Alems

Os deputados estaduais de Mato Grosso do Sul aprovaram Moção de Pesar aos familiares de Antônio Marcos Roque da Silva, de 39 anos e Jorge Silva dos Santos, de 50 anos, os policiais civis mortos por bandidos em Campo Grande, no fim da tarde de terça-feira (9). Eles criticaram a Lei de Abuso de Autoridade. 

Os policiais foram friamente assassinados por um suspeito que era transportado na viatura sem algemas, para não infringir a Lei de Abuso de Autoridade. A Moção foi apresentada em sessão desta quarta-feira (10) por Coronel David (sem partido), mas o presidente da Casa de Leis, Paulo Corrêa (PSDB), pediu que o documento fosse encaminhado aos familiares em nome da Assembleia.

Segundo Marçal FIlho (PSDB), o que aconteceu com os policiais, foi covardia. “Eles foram assassinados com tiro na nuca enquanto transportavam presos. Algo terrível”.

Coronel David afirmou ter sido um ato de barbaridade. “O fato nos entristece e nos torna um pouco mais órfãos a cada dia por ver isso acontecer com nossa segurança que está sempre a postos para proteger a sociedade”. 

O parlamentar também comentou sobre a dificuldade em ser policial. “Temos uma das carreiras que apresentam maior nível de dificuldade e mortalidade. O que aconteceu ontem, mostra a dificuldade que os policiais encontram em desempenhar nosso trabalho”. 

Sobre isso, o deputado criticou a lei de Abuso de Autoridade. “A aprovação dessa lei dificulta o trabalho dos policiais e de todo o poder Judiciário, que atua no combate ao crime de corrupção, pois há limitação na conduta e no procedimento dos policiais no cumprimento de seus deveres”.

Barbosinha (DEM) que já foi secretário de Segurança Pública, também criticou a lei de Abuso de Autoridade. “A preocupação em cumpri a lei por estar conduzindo um suspeito para interrogatório, causou a morte de dois policiais. Eles deixam esposa, filhos e colegas de profissão impactados com a covardia do que aconteceu e o que podemos fazer é expressar nosso momento de dor e pesar e valorizar os trabalho das forças de segurança pública”.

Sobre a morte de Ozéias Silveira Morais, que matou os policiais, Barbosinha considerou ser mais um CPF cancelado. Ele morreu em confronto com policiais na madrugada desta quarta-feira (10). “O outro envolvido foi preso e nesse momento de pesar em que transformamos em moção de toda Assembleia. A bandidagem precisa fazer reflexão, pois as forças policiais de Mato Grosso do Sul tem resposta rápida”.

Por fim, Cabo Almi (PT) afirmou ter sido um dia difícil à Polícia Civil e familiares das vítimas. “O que ocorreu com os dois policiais foi ato de brutalidade que jamais vamos entender”.

Crime

Os policiais da Derf investigavam o furto de joias em uma residência. Ozéias prestava serviços de vigilante e foi apontado como testemunha, enquanto os policiais detiveram Willian Duarte Cormelato, já que contra ele havia um mandado de prisão em aberto. Por conta da lei de abuso de autoridade, por não ter sido preso, Ozéias não foi algemado e a princípio também não foi revistado.

Com as mãos livres por impedimento da lei de que fosse algemado, Ozéias sacou a arma de fogo e atirou contra os policiais, que morreram na hora.

Jornal Midiamax