Política

A 2 meses da janela, ao menos 7 vereadores de Campo Grande devem mudar de partido

A dois meses para abrir a janela partidária – mecanismo do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que permite mudança de partido sem risco de perda de mandato -, ao menos sete dos 29 vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande devem usufruir da brecha eleitoral e trocar de legenda. A conta é baseada em declarações dos […]

Mayara Bueno Publicado em 03/01/2020, às 09h13 - Atualizado em 20/07/2020, às 00h59

Vereadores na Câmara Municipal de Campo Grande. (Foto: Izaías Medeiros, CMCG, Arquivo).
Vereadores na Câmara Municipal de Campo Grande. (Foto: Izaías Medeiros, CMCG, Arquivo). - Vereadores na Câmara Municipal de Campo Grande. (Foto: Izaías Medeiros, CMCG, Arquivo).

A dois meses para abrir a janela partidária – mecanismo do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que permite mudança de partido sem risco de perda de mandato -, ao menos sete dos 29 vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande devem usufruir da brecha eleitoral e trocar de legenda.

A 2 meses da janela, ao menos 7 vereadores de Campo Grande devem mudar de partido
Vereador Odilon de Oliveira. (Izaias Medeiros, CMCG)

A conta é baseada em declarações dos próprios parlamentares ao longo de 2019. Ademir Santana e Odilon de Oliveira, ambos atualmente no PDT, devem deixar o partido. O primeiro afirmou a possibilidade depois que a cúpula municipal o suspendeu pela votação contra a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o Consórcio Guaicurus.

Odilon já deixou claro que vai sair, também porque o pai, o juiz federal aposentado Odilon de Oliveira, que disputou o Governo de Mato Grosso do Sul em 2018, saiu do PDT tão logo perdeu a eleição. Os dois devem entrar na mesma agremiação política, mas Odilon Junior não adianta qual será o rumo, afirmando que recebeu convites de diversos partidos.

A 2 meses da janela, ao menos 7 vereadores de Campo Grande devem mudar de partido
Vereador Valdir Gomes (PP). (Foto: Isaias Medeiros/ Câmara Municipal)

Valdir Gomes, do PP, também demonstrou insatisfação com a direção da legenda, comandada até agosto pelo ex-prefeito Alcides Bernal. Mesmo com a troca, o vereador chegou a falar que o partido estaria desorganizado. “Pretendo deixar sim”, disse nesta manhã. PSD ou PSDB são as legendas as quais Valdir conversa.

Colega de bancada, Dharleng Campos também criticou o PP em algumas ocasiões, mas não chegou a comentar para qual legenda iria. “A minha vontade é não sair, foi ali que me tornei vereadora, tenho muito carinho e respeito. Mas temos de saber qual rumo vai tomar e tudo isso nosso partido ainda não tratou. Então, é lógico que existe a possibilidade de ir, sim, pra outro partido”.

A 2 meses da janela, ao menos 7 vereadores de Campo Grande devem mudar de partido
Vereador Otávio Trad (Izaias Medeiros, CMCG)

Já o vereador Otávio Trad, atualmente no PTB, confirmou que vai deixar o partido, hoje comandado pelo ex-senador Delcídio do Amaral. Disse, anteriormente, que vai para o PSD dos tios, o prefeito Marquinhos Trad, senador Nelson Trad Filho e deputado federal Otávio Trad. “Ou em outro que esteja no mesmo projeto do prefeito Marquinhos Trad”. Hoje, disse que a prioridade é a ida para o PSD.

De olho no partido anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro, o Aliança pelo Brasil, o vereador Vinicius Siqueira é outro parlamentar que deve fazer as malas e deixar o DEM. Ele participou em novembro do evento de lançamento da sigla, em Brasília, e afirmou ao Jornal Midiamax que trabalharia, em Mato Grosso do Sul, pela criação do Aliança, que precisa ter quantidade de assinaturas de eleitores em todos os estados brasileiros.

A 2 meses da janela, ao menos 7 vereadores de Campo Grande devem mudar de partido
Vereador Vinícius Siqueira durante fala na Câmara Municipal. (Isaias Medeiros, Câmara Municipal)

Nesta sexta-feira, o vereador disse que “nada está certo”, sobre eventual saída, uma vez que ‘um dos ministros’ não quer que ele saia, pois acha que ele está fazendo um bom trabalho. Mas admitiu que o PSL tem acenado “com força” para que Siqueira entre na legenda. “Ou ainda, para que eu componha o Aliança”.

Na mesma ocasião, André Salineiro, hoje no PSDB, disse que simpatizava com o novo partido e que decidiria sobre eventual saída em ocasião próxima à abertura da janela partidária.

Antes no SD, Dr. Cury está sem partido desde agosto. Ele teve autorização da direção em MS, comandada pelo deputado estadual Herculano Borges, portanto, não precisou aguardar a janela partidária para deixar o SD. Porém, terá de escolher um novo partido até as próximas eleições e comporá, desta forma, uma nova bancada no Legislativo municipal.

Jornal Midiamax