Política

Cury tem aval para deixar SD e não corre risco de perder mandato, dizem lideranças

Os deputados Herculano Borges e Lucas de Lima, ambos do SD, afirmaram que o partido não vai pedir o mandato do vereador Eduardo Cury, que anunciou sua saída da legenda nesta terça-feira (06). “Já tínhamos dado o aval para ele sair e ele entregou o documento agora”, disse Herculano. Ele afirma que não há a […]

Mayara Bueno Publicado em 06/08/2019, às 11h32 - Atualizado às 13h23

Deputado Herculano Borges, SD, durante sessão na Assembleia Legislativa de MS. (Luciana Nassar, Assembleia Legislativa).
Deputado Herculano Borges, SD, durante sessão na Assembleia Legislativa de MS. (Luciana Nassar, Assembleia Legislativa). - Deputado Herculano Borges, SD, durante sessão na Assembleia Legislativa de MS. (Luciana Nassar, Assembleia Legislativa).

Os deputados Herculano Borges e Lucas de Lima, ambos do SD, afirmaram que o partido não vai pedir o mandato do vereador Eduardo Cury, que anunciou sua saída da legenda nesta terça-feira (06).

“Já tínhamos dado o aval para ele sair e ele entregou o documento agora”, disse Herculano. Ele afirma que não há a intenção de prejudicar ninguém, por isso a escolha foi por não questionar a ruptura.

Via de regra, os partidos podem questionar judicialmente quando um integrante com mandato quer se desfiliar, alegando infidelidade partidária. A Justiça Eleitoral abre brecha para que isso ocorra na chamada janela partidária, que tem um período determinado e libera os parlamentar de fazerem trocas de legenda, sem risco da perda de mandato.

Não é o caso de Cury, que não esperou este prazo. Mas, para Herculano, o projeto do vereador não estava batendo com o do SD. “Não adianta colocar o Neymar no seu time se ele não quer jogar. Parece que o projeto pessoal dele não bate com o SD e o partido não vai entrar na Justiça, ele já foi liberado”.

Cury tem aval para deixar SD e não corre risco de perder mandato, dizem lideranças
Lucas de Lima durante sessão na Câmara. (Izaiais Medeiros, Câmara Municipal/Arquivo).

O mesmo pensamento é compartilhado por Lucas de Lima, que preside a legenda em Campo Grande. “O partido de forma alguma vai pedir o mandato. Resolvemos dar a carta com o aval”.

Eduardo Cury, na manhã desta terça-feira, afirmou que não compactua com os pensamentos do então partido, presidido por Paulinho da Força, sindicalista e político brasileiro e também o atual presidente nacional da central sindical Força Sindical.

Por outro lado, o parlamentar tem inclinação pelos preceitos do presidente da República, Jair Bolsonaro, do PSL. Mesmo com proximidade de ideologia, a sigla não deve ser o destino de Cury que, por enquanto, fica ‘sem partido’.

Jornal Midiamax