Política

Coordenador do Gaeco diz que defesa de Olarte deveria rebater acusações

“Defesa só se preocupa em desqualificar escutas”

Evelin Cáceres Publicado em 27/11/2015, às 12h33

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“Defesa só se preocupa em desqualificar escutas”

Coordenador do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), o promotor Marcos Alex Vera chegou nesta sexta-feira (27) para acompanhar oitivas das testemunhas do vice-prefeito afastado do cargo de prefeito Gilmar Olarte no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) e disse que a defesa não tem se preocupado em negar os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

“Vou comentar mais sobre o caso depois, mas o Gaeco tem provas muito bem produzidas e em momento algum a defesa nega que tenha emprestado cheques em branco ou deixado de pagar. Só questionam a interceptação telefônica e a forma como foi feita”, declarou o promotor.

Quando acatou a denúncia do Ministério Público e incluiu Gilmar Olarte como réu, o desembargador Luiz Claudio Bonassini da Silva afirmou que, posteriormente, as escutas telefônicas do Gaeco poderiam ser desconsideradas do processo.

Isso porque a interceptação telefônica foi autorizada pelo juiz de primeiro grau e começou efetivamente no dia em que Olarte assumiu a Prefeitura, com a cassação de Alcides Bernal.

A defesa sustenta que, nesse caso, por ter foro privilegiado, a autorização de escuta telefônica teria que ter sido autorizada pelo Tribunal, o que só foi feito no final de março, quando a desembargadora Maria Isabel Rocha autorizou e ratificou as escutas, desde que acompanhadas pela Polícia. 

Jornal Midiamax