Política

Vereadores recuam e, por uma assinatura, CPI para investigar farra na cultura ‘samba’

Carlão (PSB) e Delei Pinheiro (PSD) retiram assinatura de apoio à CPI que pretendia investigar indícios de 'folia' com verba pública destinada à cultura na Capital.

Arquivo Publicado em 03/06/2014, às 14h27

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Carlão (PSB) e Delei Pinheiro (PSD) retiram assinatura de apoio à CPI que pretendia investigar indícios de ‘folia’ com verba pública destinada à cultura na Capital.

A CPI da Folia, por enquanto, não vai colocar o bloco na rua. Dois dos 11 vereadores que haviam assinado o requerimento de abertura retiraram suas assinaturas durante a sessão da manhã desta terça-feira (3).

Carlão (PSB) e Delei Pinheiro (PSD) desistiram de apoiar a investigação. Com isso, a abertura da CPI fica na dependência de, pelo menos, mais um aval parlamentar.

Na segunda-feira (2), o vereador Paulo Siufi (PMDB) disse que havia 12 assinaturas de apoio e deu como certa a abertura da CPI. Na ocasião, ocorria na casa uma audiência pública organizada por Chiquinho Telles (PSD), presidente da Comissão de Cultura da Câmara, para discutir indícios de irregularidades na aplicação de verbas da Fundação Municipal de Cultura (Fundac).

Carlão diz achar precipitada a abertura de CPI, já que o relatório da nova gestão da Fundac, apontando irregularidades, por exemplo, em contratos firmados no carnaval, foi enviado ao Ministério Público Estadual e Tribunal de Contas do Estado. Pediu desculpas e retirou o apoio à investigação.

Delei acha que não há provas substanciais de irregularidades na gestão passada da Fundac. Vanderlei Cabeludo (PMDB), membro da Comissão de Cultura da Câmara, nem sequer assinou o requerimento de abertura da CPI, alegando cautela, também por conta de o relatório da Fundac estar nas mãos do MPE e TCE.

Telles e Siufi mostraram descontentamento com a atitude dos colegas. “O Delei pode até retirar a assinatura, faz parte do manejo político, mas dizer que não tem provas substanciais é brincadeira”, reclamou o peemedebista.

O discurso de Telles usou como base uma série de suspeitas nas contratações da Fundac. “Uma empresa de mudas, que planta grama, levar milhões da cultura; um ator receber R$ 25 mil para ficar duas horas em Campo Grande, isso não é indício?”, esbravejou, dizendo que fará novas audiências públicas e continuará, em nome da comissão que preside, investigando o caso.

Uma das suspeitas de irregularidades recai sobre a Eco Vida. O relatório da Fundac revela que a empresa recebeu  R$ 1,5 milhão para intermediar contratações de artistas durante a gestão do prefeito Alcides Bernal (janeiro de 2013 a março de 2014), mesmo sendo uma especialista em plantio de mudas e, ainda, em seu endereço existir apenas um escritório de advocacia.



Jornal Midiamax